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Hugo Motta e Banco Master: senador diz que cunhada do presidente da câmara recebeu R$ 140 milhões

Hugo Motta e Banco Master: senador diz que cunhada de presidente da câmara recebeu R$ 140 milhões
Fotos: Lula Marques/Agência Brasil

Uma denúncia feita pelo senador Renan Calheiros (MDB), envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados e o Banco Master, promete abalar as estruturas do Congresso Nacional. Na última semana, terça-feira, 12, o mdebista afirmou que a cunhada de Hugo Motta (Republicanos), Bianca Medeiros, recebeu R$ 140 milhões do Master via empréstimo.

A acusação do senador alagoano foi feita durante uma sessão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Na ocasião, Calheiros criticava uma emenda feita por Motta ao projeto de lei que criou o Sistema Brasileiro de Comércio e Emissões de Gases do Efeito Estufa.

Segundo a reportagem do ICL Notícias, o texto beneficia ao menos duas empresas de Henrique Mourão Vorcaro, pai do banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

“Lamentavelmente, há uma outra emenda, desta vez aprovada, que foi proposta pelo presidente da Câmara para obrigar que fundos de previdência e de pensão aportassem dinheiro nesses fundos no banco Master. Essa emenda foi aprovada e sancionada. E a cunhada do presidente da Câmara recebeu R$ 140 milhões do Master a pretexto de empréstimo que venceu, nunca foi cobrado e nunca teve parcela paga”, disse Renan.

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“A crise do Master está escalando e vai escalar cada vez mais. A cada dia temos envolvimento de pessoas em casos mais escabrosos do que os já conhecidos”, projetou Calheiros.

O questionamento quanto a constitucionalidade da emenda de Hugo Motta está no Supremo Tribunal Federal (STF), com a retomada do julgamento prevista para o fim desta semana. O relator do caso é o ministro Flávio Dino, que votou contra a emenda. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli seguiram na mesma linha do relator, assim como a Procuradoria Geral da República (PGR).

Confira na íntegra a nota de Hugo Motta

A emenda apresentada à época pelo deputado Hugo Motta foi resultado de um acordo partidário. O objetivo é garantir que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras.

A proposta foi aprovada pelas duas Casas do Legislativo, ou seja, pelos deputados e pelos senadores, e sancionada pelo presidente da República.