Investigação da Polícia Federal sobre viagem ao Caribe em jato de dono do “Tigrinho” envolve Hugo Motta e Ciro Nogueira. O caso ocorreu no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, no dia 20 de abril de 2024, quando autoridades desembarcaram de aeronave ligada a empresário de apostas online. A apuração busca esclarecer por que cinco malas passaram sem inspeção no raio-x, levantando suspeitas de facilitação de contrabando e outras irregularidades.
A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, ligado a plataformas de apostas que operam o Fortune Tiger, o “jogo do tigrinho”. Além de Motta e Ciro, estavam no voo os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões. O episódio ganhou relevância porque ocorre em meio ao debate sobre a regulamentação das apostas no Brasil e ao histórico de proximidade entre agentes públicos e o setor.
A investigação apura possíveis crimes — facilitação de contrabando, descaminho, prevaricação — e concentra atenção no desembarque, quando o auditor fiscal Marco Antônio Canella teria autorizado a liberação de cinco volumes sem fiscalização. O caso foi encaminhado ao STF devido ao foro privilegiado dos envolvidos. O Ministério Público Federal alertou que novas diligências podem indicar participação direta dos parlamentares ou revelar outras práticas delitivas.
Hugo Motta confirmou presença no voo e afirmou que cumpriu todos os protocolos da legislação aduaneira. Ciro Nogueira, Dr. Luizinho, Isnaldo Bulhões e o empresário não se pronunciaram. A Receita Federal informou que apura possíveis desvios funcionais em sigilo, enquanto o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu prazo de cinco dias para manifestação da Procuradoria-Geral da República.
