O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Passos, afirmou nesta segunda-feira (4) que o setor produtivo está articulado com o governo estadual e o governo federal para reduzir os impactos da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
“Na reunião, aprofundamos as próprias informações entre o setor produtivo e o Governo do Estado da Bahia, com a participação especial do Ministro e Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin. Por meio dessa troca de informações, identificamos medidas que podem ser adiantadas. O Governo Federal buscará intensificar as negociações com o governo americano visando a redução de tarifas e o aumento da quantidade de produtos isentos de sobretaxas”, disse Passos.
Segundo ele, foram discutidas ações específicas de responsabilidade dos governos federal e estadual para atender às demandas das empresas afetadas. “Tivemos a oportunidade de discutir medidas que são aqui do Brasil, medidas a cargo do governo federal, medidas a cargo do governo estadual, são medidas que vêm em função dessa necessidade atípica das empresas”, afirmou.
Passos ressaltou que o impacto financeiro depende da fatia de exportações destinadas ao mercado americano. “Tem empresas que têm um percentual de venda para os Estados Unidos, por exemplo, de 10% do que produzem. Diferente daquela que tem uma participação dentro do que produz em venda com os Estados Unidos de 30%. Então essas situações são muito particulares, mas na essência de todos, certamente há impacto no seu fluxo de caixa, ou seja, na sua necessidade de capital de giro. Daí essa questão do crédito, há impacto no seu nível de produção, na sua escala de produção, e aí, para que a empresa não venha a ter como solução a demissão de pessoas, a necessidade de medidas que envolvam a relação trabalhista”, declarou.
