A Região Metropolitana de Salvador registrou inflação de 0,16% em abril, segundo dados do IBGE divulgados ontem, sexta-feira (09). O resultado representa a segunda desaceleração consecutiva do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na região e é o menor patamar para o mês desde 2021 (0,09%). A taxa ficou abaixo da média nacional (0,43%) e foi a 4ª mais baixa entre as 16 áreas pesquisadas. Os principais responsáveis pelo aumento foram os medicamentos (3,26%) e alimentos (0,55%), enquanto transportes (-1,27%) e habitação (-0,22%) apresentaram quedas.

O grupo saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto (1,50%), impulsionado pelo reajuste de 3,26% nos medicamentos, especialmente remédios para pressão e colesterol (5,40%). Já os alimentos, embora com alta menor que em março (0,55% contra 0,96%), ainda pesaram no orçamento, com destaque para tomate (10,47%), batata-inglesa (10,40%) e café moído (4,93%). A redução nos preços de passagens aéreas (-21,1%), gasolina (-2,21%) e gás de botijão (-2,32%) ajudou a conter a inflação geral.
No acumulado de 2025, o IPCA da RMS chegou a 2,34%, abaixo do nacional (2,48%) e na 10ª posição entre as regiões analisadas. Nos últimos 12 meses, a inflação local ficou em 5,13%, registrando a primeira desaceleração após sete meses de alta contínua. O resultado também ficou abaixo da média brasileira (5,53%) e é o 12º mais elevado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até 5 salários mínimos, ficou em 0,22% na RMS em abril – o 3º menor do país. No ano, o acumulado é de 2,57%, enquanto nos 12 meses encerrados em abril, o índice chegou a 4,99%, abaixo da média nacional (5,32%). Os dados reforçam o cenário de alívio nos preços, embora setores específicos continuem pressionando o custo de vida na região.
