Início Brasil Instagram lidera como principal fonte de informação política no Brasil, aponta pesquisa

Instagram lidera como principal fonte de informação política no Brasil, aponta pesquisa

Governo publica decreto que amplia regras para redes sociais e plataformas digitais
Foto: Reprodução/Pixabay

Um levantamento recente da AtlasIntel trouxe um retrato curioso — e revelador — sobre como os brasileiros estão consumindo informação política. A pesquisa, divulgada no início de abril, mostra que as redes sociais, especialmente o Instagram, já lideram com folga como principal fonte de informação para o eleitor.

De acordo com os dados, 67,1% dos entrevistados disseram usar o Instagram com frequência para se informar sobre política. Logo atrás aparecem os sites de notícias, citados por 54% do público. O YouTube surge na terceira posição, com 39,3%, enquanto as tradicionais TVs abertas — como Globo, SBT e Record — ficaram mais atrás, com 25,8%.

Nordeste puxa uso do Instagram

Quando o recorte é regional, o Nordeste aparece na liderança no uso do Instagram como fonte de informação política. Por lá, 72,4% dos entrevistados afirmaram recorrer à rede social. Já o menor índice foi registrado na Região Norte, com 60,3%.

Mesmo com o percentual mais baixo no Instagram, os eleitores do Norte também demonstram forte presença no ambiente digital. Na região, 49% disseram buscar notícias políticas em sites, enquanto 37,9% utilizam o YouTube.

Outras plataformas também aparecem na lista: 29,2% citaram o Facebook e 20,6% o WhatsApp como meios frequentes de informação. Já a TV aberta foi mencionada por 19% dos entrevistados nortistas.

Meios tradicionais perdem espaço

O levantamento reforça uma tendência que já vinha sendo observada: a perda de espaço dos meios tradicionais. Rádio e jornais impressos aparecem com índices bem baixos, com apenas 1,5% e 1,8%, respectivamente, na Região Norte.

Aplicativos mais recentes, como TikTok e Kwai, também já começam a ganhar relevância, sendo citados por 15,9% dos entrevistados na região.

Como foi feita a pesquisa

O estudo ouviu 4.224 pessoas entre os dias 16 e 23 de março, por meio de entrevistas remotas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Do total de participantes, 8,4% são da Região Norte.