O projeto da Prefeitura de Salvador que prevê a mudança da sede do Executivo municipal para o Palácio Arquiepiscopal foi reprovado após análise técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O órgão apontou a necessidade de ajustes para garantir a preservação da estrutura do imóvel, tombado desde 1938.
No parecer, o instituto destacou que as intervenções devem ser mínimas e limitadas ao estritamente necessário, evitando “revestimentos como painéis e cerâmicas” e “armários embutidos nas alvenarias”. A proposta apresentada pela gestão municipal inclui nova iluminação, modernização das instalações elétrica, hidráulica e de climatização, reorganização de espaços administrativos com demolição e construção de alvenaria, além de divisórias e adequações de acessibilidade.
Em nota técnica emitida em 23 de janeiro, após vistoria no local, o Iphan solicitou que a empresa responsável comunique formalmente o início das obras e apresente cronograma de execução, “a fim de viabilizar o monitoramento técnico semanal”. O órgão informou que o projeto pode ser aprovado, desde que as exigências sejam atendidas.
Antes de ser cogitado como futura sede administrativa, o prédio foi restaurado e transformado em equipamento cultural, abrigando o Centro de Referência da História da Igreja Católica no Brasil. O restauro durou quatro anos e recebeu investimento de R$ 9,1 milhões por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Atualmente, a sede do Executivo permanece no Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal, e não há prazo para apresentação de nova proposta aprovada.
