Início Internacional Irã acusa Trump de incitar violência e ameaça à soberania do país

Irã acusa Trump de incitar violência e ameaça à soberania do país

Trump diz que não quer prorrogar cessar-fogo com Irã
Donald Trump - Foto: Andrew Caballero Reynolds/AFP

O governo do Irã acusou, nesta terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incentivar a desestabilização política, incitar a violência e ameaçar a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional do país. As acusações constam em carta enviada ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento foi assinado pelo embaixador iraniano junto à ONU, Amir Saeid Iravani, e também encaminhado ao secretário-geral da organização, António Guterres. Na manifestação formal, Teerã afirma que Estados Unidos e Israel têm “responsabilidade legal direta e inegável” pela morte de civis inocentes, com destaque para jovens, em meio ao agravamento da repressão no país.

Segundo Iravani, declarações e ações atribuídas a Washington e a Tel Aviv contribuem para o aumento das tensões regionais. A carta é uma resposta direta a uma publicação feita por Donald Trump nas redes sociais nesta terça, na qual o presidente norte-americano escreveu: “Patriotas iranianos, continuem protestando — tomem o controle de suas instituições. Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”.

Em reação, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, acusou Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de serem os principais responsáveis pelas mortes de iranianos. O governo iraniano avalia que a mensagem do presidente dos EUA incentiva ações que colocam em risco a estabilidade do país.

O episódio ocorre em meio à repressão aos protestos no Irã e ao aumento da pressão internacional. Na segunda-feira (12), Trump anunciou tarifas de importação de 25% sobre produtos de países que mantenham relações comerciais com Teerã, medida que ainda não demonstra formalização por decreto. O presidente norte-americano também já indicou que uma ação militar está entre as possibilidades consideradas por seu governo.

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