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Jatinho usado por Flávio Bolsonaro para fugir é pertence a investigado por lavagem de dinheiro na Argentina

Jatinho usado por Flávio Bolsonaro para fugir é pertence a investigado por lavagem de dinheiro na Argentina
Foto: Reprodução/CNN

A aeronave particular que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) utilizou para deixar a Argentina rumo aos Estados Unidos pertence ao empresário Sergio Daniel Mastropietro, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Ele sofre acusações em um esquema de corrupção envolvendo recursos públicos destinados a pessoas com deficiência na Argentina. O jornal local Página/12 publicou as informações nesta quarta-feira (28).

De acordo com o veículo, tanto a aeronave Gulfstream quanto a empresa de aviação Baires Fly pertencem a Mastropietro. A companhia teria emitido centenas de milhões de pesos em notas fiscais falsas referentes a voos que nunca teriam ocorrido. Além disso, a investigação também aponta que a documentação fez parte do esquema para lavar dinheiro proveniente de fraudes na área de assistência a pessoas com deficiência.

O caso envolve recursos da Agência Nacional de Deficiência (ANDIS), órgão do governo argentino. As suspeitas ainda incluem operações fraudulentas durante a gestão de Diego Spagnuolo, ex-diretor da agência e aliado do presidente Javier Milei.

Mastropietro também está ligado a Fred Machado, empresário argentino preso nos Estados Unidos e apontado como narcotraficante. Machado, que é sócio de Mastropietro na empresa So Vain, aparece em investigações sobre tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Viagem aos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro entrou na Argentina com a esposa e as duas filhas na noite de terça-feira (27), pela fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú. Em seguida, eles embarcaram na aeronavo particular com destino a Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os Estados Unidos.

A viagem ocorreu em meio a determinações judiciais brasileiras que proibiam à saída do filho de Jair Bolsonaro do país. A identificação do proprietário do jato, nesse sentido, traz novos elementos sobre a operação e sobre as relações comerciais da empresa de Mastropietro. A Baires Fly também aparece nas apurações argentinas sobre possíveis irregularidades em contratos públicos.

O assessor do presidente Javier Milei, Santiago Caputo, fez críticas à cobertura jornalística da viagem de Flávio Bolsonaro. Em uma mensagem nas redes sociais, ele afirmou que o noticiário teria sido um dos maiores vexames da história do jornalismo mundial, acusando veículos de divulgar informações contraditórias.