O governador Jerônimo Rodrigues (PT) encaminhou, nesta terça-feira (25), um projeto de lei à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pedindo autorização para contratar um empréstimo de R$ 650 milhões com o Banco do Brasil. Segundo o texto enviado aos deputados, o recurso será utilizado para garantir aportes e contraprestações de contratos de Parceria Público-Privada, além de cobrir amortizações e encargos financeiros previstos no orçamento estadual.
Com a nova solicitação, a gestão chega ao 22º pedido de crédito desde janeiro de 2023, total que se aproxima de R$ 26 bilhões caso a operação seja aprovada pelo plenário da Alba. Na semana passada, o governo já havia encaminhado outro pedido, de R$ 300 milhões junto à Caixa Econômica Federal, voltado a investimentos em infraestrutura urbana, mobilidade, obras hídricas, estradas, saúde e educação.
Durante o lançamento da Operação Verão, nesta quarta-feira (26), em Salvador, Jerônimo voltou a defender a política de contratação de empréstimos. Ele afirmou que a estratégia busca ampliar a capacidade de investimento do Estado e rebateu críticas da oposição de que os pedidos comprometeriam as contas públicas. “Se nós estamos tomando empréstimo, é porque a gente quer investir mais (…). Só passa na Assembleia Legislativa, só sai do governo do Estado quando a gente tem as condições adequadas financeiras”, declarou.
O governador também citou dificuldades enfrentadas na gestão anterior para acessar operações de crédito. Segundo ele, o ex-governador Rui Costa (PT) ficou seis anos sem conseguir contrair novos empréstimos por falta de apoio do governo federal à época. “O Rui não tomou empréstimo? Não é porque o Rui não precisava não, porque nós tínhamos um governo Federal perverso que não recebeu o Rui Costa como governador uma vez sequer”, afirmou.
Questionado sobre a destinação da nova operação, Jerônimo disse que cada pedido enviado ao Legislativo é acompanhado de justificativas e apresentado à base aliada. Ele destacou que parte dos recursos será usada para renegociações de dívidas antigas. “Quando a dívida tem muito tempo, os juros sobre juros criam um ambiente muito prejudicial para os cofres públicos (…). Então, a gente renegocia. É o caso desse último empréstimo que eu pedi”, concluiu.
