
O meia argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, já prestou depoimento à UEFA no inquérito que apura um possível caso de racismo contra o atacante brasileiro Vinicius Jr.. O episódio ocorreu durante a partida contra o Real Madrid, disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, na última terça-feira (17), pelo playoff da Champions League.
Segundo o jogador, ele teria chamado o brasileiro de “maricón”, termo em espanhol traduzido como “marica”, e não de “mono”, que significa “macaco”. Ainda conforme o próprio atleta, a expressão teria sido usada em tom provocativo, com o sentido de chamar o adversário de “chorão”.
A linha de defesa apresentada sustenta que a ofensa não teve caráter racial. No entanto, o caso pode ser enquadrado pela entidade europeia como outro tipo de discriminação, já que a troca da acusação de “racismo” por “homofobia” manteria a possibilidade de punição disciplinar.
Pelas normas da Uefa, uma eventual sanção por ofensa discriminatória pode resultar em suspensão mínima de dez partidas, dependendo da avaliação final do órgão responsável pelo processo.