
O lateral-esquerdo Léo Derik, de 21 anos, jogador do Athletico Paranaense, foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado por dois crimes de estupro contra uma ex-companheira. A decisão foi proferida na terça-feira (12) pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba.
Segundo a denúncia, o primeiro crime ocorreu em 16 de dezembro de 2023, em Curitiba. Na ocasião, o jogador teria segurado os braços da vítima e tampado a boca dela para impedir que resistisse ao ato sexual.
O segundo episódio teria acontecido em 4 de fevereiro de 2024, também na capital paranaense. Conforme o processo, Léo Derik teria agredido a vítima com tapas e um soco nas costelas para forçá-la a manter relações sexuais.
Durante o julgamento, a mulher afirmou que pediu diversas vezes para que o ato fosse interrompido e relatou ter sido agredida. Em depoimento sobre o episódio de dezembro de 2023, ela declarou: “Pedi repetidamente para o réu parar, mas ele permaneceu sobre meu corpo, fazendo força”.
A juíza Paula Scheer considerou o depoimento da vítima firme e coerente. Apesar de o Ministério Público ter pedido a absolvição do atleta por entender que não havia provas suficientes para a condenação, a magistrada concluiu que o conjunto probatório apresentado no processo era suficiente para responsabilizá-lo pelos crimes.
Foram estabelecidas penas de 6 anos e 6 meses de reclusão para cada estupro, totalizando 13 anos de prisão. Além disso, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil de indenização mínima por danos morais, sendo R$ 10 mil referentes a cada crime, além das custas processuais. A sentença também prevê juros de mora de 1% ao mês a partir das datas dos fatos e correção monetária.
O acusado foi absolvido da imputação de violência psicológica, prevista no artigo 147-B do Código Penal. De acordo com a decisão, a acusação tinha como base a mesma conduta descrita nos crimes de estupro, sendo aplicada a regra de subsidiariedade do tipo penal.
Léo Derik poderá recorrer da condenação em liberdade. A Justiça entendeu que, neste momento, não estão presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva.
Em nota publicada nas redes sociais, o Athletico Paranaense afirmou que não irá comentar o conteúdo do processo, que tramita sob segredo de Justiça.
“Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos”, afirmou o clube.
A equipe também ressaltou que a decisão é de primeira instância e ainda pode ser questionada judicialmente. “A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado”, concluiu.