Um jovem brasileiro, Bruno Gabriel Leal da Silva, de 28 anos, morreu após sofrer tortura dentro de um batalhão na Ucrânia. Ele havia se voluntariado para a guerra motivado por promessas de pagamento e experiências de combate.
Segundo relatos de ex-integrantes da unidade, Bruno foi mantido em um espaço conhecido como “container” e agredido por aproximadamente 40 minutos por colegas do próprio batalhão. Testemunhas afirmaram que o corpo do jovem foi encontrado na neve no dia seguinte, com marcas de cordas nos pulsos e sinais de agressão no tronco.
O batalhão Advance, formado majoritariamente por brasileiros e subordinado à inteligência militar ucraniana, tem entre 150 e 200 integrantes. Ex-recrutas relataram que os passaportes eram retidos e que qualquer tentativa de saída do país era ameaçada com violência.

Autoridades ucranianas confirmaram a morte de Bruno e abriram investigação preliminar sobre o caso, mas não divulgaram laudos médicos ou informações detalhadas sobre a autópsia. Testemunhas ainda apontaram outros abusos na unidade, incluindo espancamentos coletivos, choques elétricos, afogamento, sufocamento com sacos plásticos e agressões sexuais.
