A Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva a detenção de Mateus Bispo dos Santos, de 19 anos, suspeito de matar o pai e a madrasta em Salto, no interior do estado. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (15), conforme informou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O crime ocorreu dentro da residência da família, localizada na Rua Jurista Clóvis Beviláqua. As vítimas, Devair Bispo dos Santos, de 53 anos, e Eliane Quintino de Souza, de 49, foram encontradas mortas na madrugada de domingo (14), com diversas marcas de facadas pelo corpo.
Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), os agentes foram acionados após denúncias de que um jovem estaria no Complexo da Cachoeira ameaçando tirar a própria vida. Ao chegar ao local, a equipe encontrou Mateus, que se entregou espontaneamente e admitiu ter cometido o duplo homicídio.
Durante o depoimento, o suspeito afirmou que estava em crise de abstinência quando matou o casal. Ele também confessou ter levado os celulares das vítimas após o crime.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, um dos aparelhos foi trocado por entorpecentes em um ponto de tráfico no bairro Marília, enquanto o outro teria sido perdido. O jovem também revelou que pretendia sacar R$ 1 mil utilizando o cartão bancário do pai.
Após receber a confissão, os guardas seguiram até o endereço informado e encontraram os corpos dentro da casa. Uma equipe de enfermagem de uma ambulância municipal compareceu ao local e confirmou os óbitos.
A arma utilizada no crime foi localizada em uma rua próxima, após indicação feita pelo próprio suspeito. No imóvel, a Polícia Científica realizou os trabalhos periciais e apreendeu uma carta que pode ter sido escrita pelo autor dos assassinatos.
Depois de ser detido, Mateus recebeu atendimento médico. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não detalhou o motivo da assistência nem informou em qual unidade de saúde ele foi atendido. Posteriormente, ele permaneceu sob custódia da Justiça.
A ocorrência foi registrada como homicídio no Plantão Policial de Itu. Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.
Em nota, o TJ-SP informou que os autos do processo estão sob sigilo por se tratar da fase inicial das investigações.
