Na Bahia, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) realizou uma ação integrada no combate ao crime organizado e transferiu cinco líderes de facções para os presídios federais de dois estados. A operação, respaldada pela Lei Antifacção, foi realizada na manhã desta terça-feira, 29.
Os líderes de facções foram transferidos para os presídios federais de Porto Velho (Rondônia) e Campo Grande (Mato Grosso do Sul). Os faccionados possuem envolvimento direto com tráficos de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores, entre outros crimes.
Três detentos são ligados a uma facção carioca e tentaram, sem sucesso, empregar em localidades baianas o modus operandi de domínio territorial realizado em estados da região Sudeste do Brasil.
“Fizemos a transferência para unidades de regime diferenciado de segurança máxima nas cidades de Porto Velho e Campo Grande. Mais uma ação importante para que a gente possa, de forma implacável e determinada, combater as facções no nosso estado. Seguimos trabalhando desta forma, inclusive alcançando lideranças em outros estados da federação”, celebrou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.
Os outros dois integram grupo que atua em parceria com uma organização criminosa paulista. Além de tráficos de drogas e armas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e mortes violentas, a dupla está diretamente ligada a um desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro, investigado pelas Forças Policiais da Bahia.
“Ressalto sempre que jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados. Iniciamos a semana com mais esta ação integrada entre as Forças Estaduais e Federais, contra o crime organizado”, enfatizou Werner.
“O isolamento dessas lideranças fortalece nosso trabalho de inteligência, fortalece as ações de campo e inibe o cometimento de crimes violentos contra a nossa comunidade”, concluiu o titular da SSP-BA.
A medida foi promovida de forma integrada pelas Secretarias Estaduais da Segurança Pública e de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), Ministério Público e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
