A deputada federal Lídice da Mata manifestou preocupação com a situação da produção de cacau no Brasil, especialmente no sul da Bahia, e defendeu medidas urgentes para proteger o setor. Segundo a parlamentar, o agravamento da crise está relacionado principalmente à flexibilização da fiscalização fitossanitária e ao deságio imposto pelas grandes indústrias importadoras.
De acordo com Lídice, a Instrução Normativa nº 125, editada durante o governo Bolsonaro, reduziu o rigor no controle da entrada de cacau no país, o que pode abrir espaço para a introdução de pragas e doenças. “Para quem vivenciou os impactos devastadores da vassoura-de-bruxa, a possibilidade de uma nova crise fitossanitária é extremamente preocupante”, alertou.
A deputada também destacou os prejuízos financeiros enfrentados pelos produtores, provocados pelo deságio praticado pelas indústrias importadoras, que pode chegar a quase ou mais de mil dólares por tonelada de cacau. Segundo ela, essa prática tem causado perdas expressivas e comprometido a sustentabilidade da atividade cacaueira.
Diante desse cenário, Lídice da Mata afirmou que pretende reunir a bancada baiana na Câmara dos Deputados para aprofundar o debate e buscar uma reunião com o Ministério da Agricultura. “É fundamental que o Ministério dê atenção especial à produção de cacau no Brasil. Precisamos construir uma solução para esse problema”, declarou. A parlamentar ainda reforçou seu apoio ao projeto de lei que estabelece um teor mínimo de 35% de amêndoas de cacau no chocolate produzido no país e concluiu: “Contem com meu apoio e participação na defesa do cacau brasileiro”.
