O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu acelerar as articulações políticas para derrubar o mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que segue em autoexílio nos Estados Unidos. Para o petista, a saída de Eduardo do Congresso se tornou um ponto estratégico e simbólico dentro das disputas políticas em Brasília.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Lula reforçou que não admite a permanência do parlamentar fora do país e ainda assim exercendo mandato.
“Ele não pode exercer o mandato dele (fora do Brasil). Eu já falei com o presidente Hugo Motta, já falei com vários deputados, de que é extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo”, disparou.
De acordo com informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Lula já teria orientado aliados estratégicos, como a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e lideranças da base governista, a atuarem tanto no Legislativo quanto no Judiciário para viabilizar a cassação.
Na Câmara, o líder do PT, Lindbergh Farias, que também é companheiro de Gleisi, protocolou uma série de representações contra Eduardo Bolsonaro, reforçando a pressão sobre o “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados de Lula avaliam que a movimentação tem peso simbólico. O petista enxerga Eduardo como um dos principais responsáveis pelo desgaste na relação com os Estados Unidos e pelo recente tarifaço aplicado pelo governo americano ao Brasil.
