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Lula cobra ação global e propõe taxação de bilionários para combater crise climática

Lula na Cúpula do Clima - Ricardo Stuckert/PR

Durante a Cúpula do Clima, realizada nesta sexta-feira (7), em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que os líderes mundiais renovem o compromisso com o Acordo de Paris, que completa dez anos. O petista criticou a lentidão das nações em cumprir as metas de redução de emissões e alertou que o planeta ainda caminha para um aquecimento de 2,5ºC, acima do limite previsto pelo pacto internacional.

“O mundo ainda está distante de atingir o objetivo do Acordo de Paris. O que nos cabe perguntar é: estamos realmente fazendo o melhor possível? A resposta é: ainda não”, disse o presidente.

Lula destacou que regiões como América Latina, Ásia e África correm risco de se tornarem inabitáveis nas próximas décadas, com o aumento do nível do mar ameaçando ilhas no Caribe e no Pacífico. Ele defendeu a atualização das metas nacionais (NDCs) e o fortalecimento de políticas ambientais baseadas na justiça social.

O presidente também pediu que o financiamento climático seja mais justo, criticando o fato de a maioria dos recursos destinados aos países em desenvolvimento serem oferecidos como empréstimos. “Não faz sentido cobrar juros de quem tenta combater o aquecimento global”, afirmou.

Entre as propostas brasileiras apresentadas, Lula defendeu o reconhecimento do papel dos povos indígenas e comunidades tradicionais na preservação ambiental e sugeriu o uso de troca de dívidas por ações climáticas.

Outro ponto de destaque foi a defesa da taxação de grandes fortunas e multinacionais, como forma de gerar recursos para investimentos sustentáveis. Segundo ele, “o 0,1% mais rico do planeta emite mais carbono em um dia do que metade da população mundial em um ano”.

Lula encerrou o discurso pedindo união global diante da crise ambiental:

“A Terra é única, a humanidade é uma só. A resposta tem que vir de todos para todos.”

*Com informações da Agência Brasil