O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda. A substituição ocorre porque Fernando Haddad deixará o comando da pasta após mais de três anos para disputar as próximas eleições. O anúncio foi feito de forma informal durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.
“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente ao ler a lista de participantes do evento. Mais cedo, Haddad confirmou a saída e classificou o momento de simbólico, embora não tenha anunciado oficialmente qual cargo disputará — a expectativa é que ele anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista ainda nesta quinta, em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo.
Em seu discurso de despedida, Haddad fez um balanço da gestão e destacou as principais medidas adotadas à frente da economia: aprovação da reforma tributária após 40 anos de tramitação no Congresso, ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, tributação de rendas mais altas e aumento de investimentos públicos. “O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão”, afirmou. Lula elogiou o ex-ministro: “Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso deste país”.
Dario Durigan, atual secretário executivo da pasta, assume o cargo com a missão de dar continuidade à agenda fiscal do governo. Sua trajetória combina experiência no setor público e privado — formado em Direito pela USP e mestre pela UnB, ele atuou na Advocacia-Geral da União, na Casa Civil e na gestão de Haddad na Prefeitura de São Paulo antes de passar pelo setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, entre 2020 e 2023. Agora, como ministro, ele herda o desafio de manter o diálogo com o Congresso e sustentar o equilíbrio fiscal em um ano eleitoral.
Com informações da Agência Brasil
