O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a exoneração de mais de 370 aliados políticos ligados a partidos do Centrão, após a derrota do governo na votação da Medida Provisória 1303/2025, que previa a criação de novos tributos sobre apostas, bancos e grandes fortunas.
A decisão foi tomada poucos dias depois de PP, União Brasil, MDB, PSD e Republicanos se unirem contra a proposta, o que irritou o Palácio do Planalto. As demissões começaram na sexta-feira (10) e atingem cargos de segundo escalão em ministérios e autarquias federais.
De acordo com fontes do governo, a medida faz parte de uma “reorganização” interna para reduzir o espaço de legendas que têm se posicionado contra pautas econômicas consideradas essenciais para o equilíbrio fiscal.
O União Brasil, presidido por Antonio Rueda, foi o mais atingido, com 119 exonerações, incluindo funções na Advocacia-Geral da União, Ministério dos Transportes e Ministério da Integração Regional.
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, deve conduzir o pente-fino e redistribuir os cargos para partidos que seguem fiéis à base governista. Novas demissões devem ser anunciadas nos próximos dias.
