Em meio aos atos pelo Dia Internacional da Mulher, realizados neste domingo (8), na Barra, em Salvador, manifestantes também levantaram pautas ligadas às condições de trabalho das mulheres. Entre elas, o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador tem apenas um dia de folga por semana.
Presente na manifestação contra o feminicídio, a dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Taína de Jesus, destacou, ao Notícias da Bahia o impacto que a mudança pode trazer para a vida das trabalhadoras, principalmente para aquelas que enfrentam jornadas múltiplas.
Segundo ela, a redução da carga de trabalho pode garantir mais qualidade de vida para as mulheres.
“O fim da escala 6×1, para a mulher, qual o peso positivo que isso vai trazer? As mulheres vão ter mais tempo para o lazer, para a família, para o estudo. Elas vão ter mais tempo para viver. A mulher precisa viver”, afirmou.
Taína também chamou atenção para a realidade de muitas trabalhadoras que acumulam responsabilidades profissionais e domésticas, o que amplia o desgaste no dia a dia.
“Hoje tem a múltipla jornada. Isso é algo que impacta muito na vida das trabalhadoras e das mulheres, principalmente no setor de comércio”, destacou.
Para a dirigente sindical, o debate sobre a escala de trabalho precisa avançar com urgência no país.
“O fim da escala 6×1 tem que acontecer o mais breve e o mais rápido possível. As mulheres gritam e agradecem por isso”, concluiu.
*Com informações da repórter Ádila Ribeiro
