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Marta Rodrigues cobra explicações de ACM Neto após operação da PF mirar SMS: ‘É muito dinheiro sumindo enquanto falta o básico’

Vereadora Marta Rodrigues - Foto: Jesus Souza

A vereadora Marta Rodrigues (PT) cobrou explicações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), após a operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na quinta-feira (12), que investiga desvio de recursos públicos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) durante a gestão dele à frente da capital baiana.

Em entrevista nesta sexta-feira (13), Marta destacou o impacto do suposto esquema, que teria movimentado mais de R$ 100 milhões, e relacionou a denúncia com a precariedade atual dos serviços básicos oferecidos à população.

“Ontem, a gente foi surpreendido com essa operação. E o valor é volumoso: R$ 100 milhões. Isso é muito dinheiro, especialmente para uma cidade onde vemos unidades de saúde sem funcionar adequadamente, sem medicamentos, sem especialistas. As pessoas aguardam exames como colonoscopia ou ressonância há mais de um ano. É um descaso.”

A parlamentar enfatizou a necessidade de transparência na gestão pública e criticou a narrativa de que Salvador “anda com as próprias pernas”, muitas vezes reforçada por aliados do ex-prefeito.

“Continuam dizendo que Salvador anda com suas próprias pernas. Mas só se for com essas pernas por onde o dinheiro tem saído, como mostram essas operações da PF. Isso é muito grave e nos preocupa.”

Ela também cobrou prioridade para a saúde, educação e creches públicas, reforçando que a boa gestão do orçamento é essencial para enfrentar as desigualdades sociais da capital.

“Queremos as unidades de saúde funcionando, as escolas funcionando, as creches funcionando. Para isso, é preciso transparência com o orçamento público. Não estamos aqui torcendo contra Salvador. Muito pelo contrário: queremos uma cidade real, com justiça social.”

Além da crítica à gestão, Marta Rodrigues alfinetou a postura de ACM Neto nas redes sociais, onde costuma atacar o governo do Estado e o governo federal.

“Ele vive criticando o governo do Estado, o governo federal, inclusive a operação que investiga fraudes no INSS, que vem lá de trás, ainda da época de Bolsonaro. Mas agora é a Polícia Federal revelando mais um escândalo envolvendo gente próxima a ele. Dizem que foi uma empresa que perdeu o contrato há seis anos. Mas, fazendo a conta, ainda era gestão dele.”