Por Redação – Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
Em 2023, o total de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam e não estavam ocupados atingiu o menor número (10,3 milhões) e a menor taxa (21,2%) desde o início da série, em 2012. A informação são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2024, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Conforme o Instituto, esta redução se deve à melhora do mercado de trabalho, ao aumento no número de jovens que estudavam e estavam ocupados e também às mudanças demográficas que levam a uma gradual diminuição da população mais jovem no país.
Quanto menor a faixa de rendimento, maior a proporção de jovens de 15 a 29 anos fora do sistema de ensino e sem trabalho. Em 2023, cerca de 21,2% dos jovens não estudavam nem estava trabalhando.
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No entanto, entre os 10% dos domicílios do país com os maiores rendimentos, 6,6% dos jovens estavam nessa condição, enquanto nos 10% dos domicílios com os menores rendimento, 49,3% dos jovens (praticamente a metade) não estudavam e não estavam ocupados.

Mulheres pretas ou pardas representam 45,2% dos jovens que não trabalham nem estudam
Entre 10,3 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados no Brasil em 2023, as desigualdades de gênero e de cor ou raça persistem: as mulheres pretas ou pardas eram 4,6 milhões (ou 45,2% do total de jovens que não estudavam nem estavam trabalhando), enquanto as mulheres brancas eram 1,9 milhão (ou 18,9%). Já os homens pretos ou pardos eram 2,4 milhões (23,4%) e os homens brancos, 1,2 milhão (11,3%).
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A quantidade de jovens que não estudavam nem estavam trabalhando recuou 4,9% entre 2022 e 2023. No entanto, as maiores reduções no período foram entre as mulheres brancas (11,9%) e entre os homens pretos ou pardos (9,3%). Para os homens brancos o recuo foi menos expressivo (6,5%) e as mulheres de cor ou raça preta, ou parda apresentaram a menor redução do período (1,6%).
Proporção de mulheres fora da escola e da força de trabalho supera a dos homens
O indicador de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam e não estavam ocupados inclui simultaneamente aqueles que não estudavam, mas buscavam por uma ocupação (jovens desocupados) e aqueles que não estudavam e também não procuravam por uma ocupação (jovens fora da força de trabalho).
Em 2023, entre as mulheres jovens que não estudavam e não estavam ocupadas, 76,5% estavam fora da força de trabalho, enquanto a proporção entre os homens era de 61,7%, uma diferença de 14,8 pontos percentuais.
*Agência IBGE de Notícias
