A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou na última terça-feira (7) a criação, por decreto, do Serviço Universal de Saúde no país — um modelo inspirado no sistema público brasileiro, o SUS.
A proposta é permitir que qualquer cidadão mexicano seja atendido em qualquer unidade pública de saúde, independentemente do sistema ao qual esteja vinculado atualmente. Hoje, o país funciona de forma segmentada entre IMSS, ISSSTE e IMSS-Bienestar, o que limita o acesso e causa desigualdade no atendimento.
Para viabilizar a mudança, o governo vai criar uma credencial única de saúde para cerca de 130 milhões de pessoas. O cadastro começa no dia 13 de abril e será feito de forma gradual por faixas etárias, com previsão de duração superior a um ano.
O novo documento também vai funcionar como identificação oficial e terá versão digital imediata e versão física enviada ao cidadão. A ideia é substituir aos poucos os cartões atuais dos diferentes sistemas de saúde.
Segundo o governo, a integração completa do sistema será implantada em etapas. A partir de 1º de janeiro de 2027, começa a valer a primeira fase do atendimento universal, com serviços essenciais disponíveis em qualquer rede pública. Já a universalização total está prevista para os anos seguintes, com ampliação gradual de especialidades e procedimentos.
Claudia Sheinbaum classificou a medida como histórica e afirmou que o objetivo é garantir atendimento mais rápido, eficiente e igualitário. O governo também aposta que a unificação deve reduzir filas e melhorar o uso da estrutura já existente no sistema público de saúde mexicano.
