O domingo (21), foi marcado por grandes manifestações em diversas capitais brasileiras. Milhares de pessoas ocuparam ruas e praças para protestar contra a proposta de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e contra a chamada PEC da Blindagem, que prevê a necessidade de aval do Congresso para que deputados e senadores sejam processados criminalmente.
Os atos foram registrados em 33 cidades, incluindo todas as capitais, com destaque para Salvador, Recife, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O lema que uniu os manifestantes foi “Congresso Inimigo do Povo”, acompanhado de gritos que pediam a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, já condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe e outros crimes. Ainda não se tem um um dado consolidado do número de manifestantes nacionalmente, mas se estima em mais de 200 mil pessoas.
Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, faixas e cartazes pediam o fim da impunidade e criticavam os parlamentares que apoiaram a PEC. Já em Salvador, o ato reuniu cerca de 50 mil pessoas na Barra, segundo o Bnews, e contou com artistas de peso. A cantora Daniela Mercury puxou o coro contra a blindagem política e afirmou: “Bandidagem não é com a gente”. O ator Wagner Moura também discursou, exaltando a reação da democracia brasileira: “Nossa democracia botou para lenhar”.
Em Belo Horizonte, milhares se concentraram na Praça Raul Soares ao som de artistas como Fernanda Takai, do Pato Fu. Na capital pernambucana, o protesto teve clima carnavalesco, com o bloco Eu Acho é Pouco e grupos de maracatu desfilando na Rua da Aurora.
Os manifestantes também miraram diretamente lideranças políticas. Em João Pessoa, gritos de “Fora, Hugo Motta” ecoaram contra o presidente da Câmara, apontado como responsável por conduzir a votação da PEC.
Os protestos foram convocados por movimentos populares, sindicatos, organizações estudantis e partidos de esquerda, como PT e PSOL, com o apoio de grupos como MST e MTST.
