O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta terça-feira (7) a inclusão de 169 novos empregadores no Cadastro de Empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão. Com a atualização, o total chega a 613 nomes, um aumento de 6,28% em relação à lista anterior.
Entre os incluídos está a montadora chinesa BYD, instalada em Camaçari (BA). Fiscalizações realizadas entre dezembro de 2024 e maio de 2025 identificaram 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular, sendo que 163 foram resgatados vivendo em condições precárias e jornadas exaustivas, com trabalho forçado e alojamentos insalubres. A montadora foi responsabilizada diretamente pelos casos, mesmo apresentando contratos de terceirização.
Os auditores do MTE também apontaram fraude às autoridades migratórias e restrições à liberdade de locomoção dos trabalhadores. Em resposta, a BYD firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) no valor de R$ 40 milhões.
O cadastro semestral do MTE visa dar visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo e é publicado nos meses de abril e outubro. Além da BYD, um cantor e empresário do agronegócio também teve o nome incluído após fiscalizações em 2024, envolvendo 14 trabalhadores em condições precárias. Ele já firmou TAC e quitou as pendências trabalhistas.
