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Ministério Público pede nova prisão de filho de vereadora por atropelamento de corredor em Salvador

Cleydson Cardoso, filho da vereadora Débora Santana - Foto: Reprodução Rede Social

 

Cleydson Cardoso, filho da vereadora Debora Santana, é alvo de um novo pedido de prisão preventiva do Ministério Público da Bahia. O caso, que envolve o atropelamento de um corredor na orla da Pituba, em Salvador, voltou ao Tribunal de Justiça após a defesa do réu conseguir sua liberdade provisória. A promotora argumenta que as medidas cautelares em vigor são insuficientes perante a gravidade do acidente.

O pedido de prisão foi formalizado pela Promotora Maria Augusta Almeida Cidrera Reis, da Nona Procuradoria de Justiça Criminal. Em recurso encaminhado à Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, ela discorda da decisão que concedeu liberdade provisória a Cleydson Cardoso, que havia cumprido 30 dias no Complexo da Mata Escura. A promotora defende ser “a preventiva a única medida proporcional à gravidade do caso”. Ela também alega que a liberdade do acusado “pode influir no ânimo das testemunhas presenciais do fato, comprometendo a espontaneidade e a veracidade de seus depoimentos”.

O atropelamento ocorreu no dia 16 de agosto, por volta das 5h40, na orla da Pituba. O corredor Emerson Pinheiro, de 29 anos, foi atingido pelo veículo de Cleydson enquanto se preparava para a Maratona de Buenos Aires. A vítima teve a perna direita amputada e sofreu diversas lesões, passando 30 dias internada no Hospital Geral do Estado. Emerson, que cursa Educação Física, agora se submete a fisioterapia com o objetivo de voltar ao esporte adaptado. Exames realizados na época do flagrante constataram que Cleydson dirigia sob influência de substâncias químicas e sem habilitação.

Para a representante do Ministério Público, “a prisão preventiva está adequadamente fundamentada na necessidade de garantir a ordem pública e evitar a reiteração delitiva, especialmente diante da conduta extremamente perigosa do paciente”. A promotora conclui que a “gravidade concreta do delito e a periculosidade do paciente indicam que medidas cautelares alternativas não são suficientes”. O recurso será julgado pelo Desembargador Jefferson Alves de Assis. Os advogados Rogério Matos e Losângela Passos, que defendem Cleydson.