Neste domingo (14), a Barra, um dos cartões-postais de Salvador, foi palco de uma manifestação poderosa do Movimento Nacional Mulheres Vivas e Livres, que reuniu mulheres de diferentes origens e identidades em um ato contra a violência de gênero. Com o lema “Juntas somos mais fortes”, as participantes se uniram para denunciar os casos de violência e exigir mudanças no tratamento da sociedade e do Estado em relação às mulheres.
A manifestação também foi marcada por discursos contundentes. Em entrevista ao Notícias da Bahia, Manuella Tyler, primeira suplente de vereadora do PSOL em Juazeiro, destacou a importância da união e da luta coletiva. “Nós estamos aqui unidas, juntas, mulheres cis, mulheres héteros, de direita a esquerda, mulheres trans, pra falar que o Estado brasileiro e a sociedade têm uma dívida conosco”, afirmou, ressaltando que a violência contra as mulheres é uma tentativa de controle sobre seus corpos e suas conquistas na sociedade.

Ela seguiu destacando a necessidade de resistência e justiça. “A violência que vem acontecendo é, sobretudo, pra controlar os nossos corpos, sobre o avanço que estamos fazendo na sociedade. Nós estamos aqui unidas, em marcha, pra mostrar que nós não vamos aceitar, nós não vamos tolerar sermos submetidas, subalternas, a essa violência.”
Manuella também fez questão de ressaltar o nome de Rihanna Alves, mulher trans brutalmente assassinada em Luís Eduardo Magalhães, e exigiu respostas das autoridades: “É por isso que estamos aqui, sobretudo, enquanto mulheres trans, enquanto movimento transexual, pra falar que Rihanna Alves segue viva. Nós lutaremos por justiça, porque a Secretaria de Justiça do Estado da Bahia tem que dar uma resposta. Não é normal a brutalidade como esse caso aconteceu, e aquele homicida, aquele criminoso, aquele criminicida foi libertado com muita facilidade.”
Para a vereadora, a impunidade é um dos maiores problemas enfrentados pelas mulheres, principalmente as trans e travestis. “O Estado baiano tem que dar uma resposta, fazendo com que esse ciclo de impunidade se encerre, que o feminicídio seja, de fato, levado com seriedade.”
