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“Não adianta ganhar o clássico e voltar pra série B”, diz Jair Ventura

Jair Ventura em entrevista coletiva - Foto: Marcio Jose/AGIF

O técnico do Vitória, Jair Ventura, concedeu entrevista coletiva após vencer seu primeiro clássico baiano e o primeiro Ba-Vi positivo do Leão no ano.

Clássico e luta contra o rebaixamento

“É jogo a jogo. Sabemos a importância de vencer o clássico, tudo o que representa, mas ainda precisamos vencer cinco jogos. Se a gente mantiver esses 50% de aproveitamento, fica na Série A. Temos que vencer fora, a gente está no limite, não tem prazo para errar. Quero tentar algumas variações, mas não temos tempo, temos que ir na bola de segurança. Acontecem lesões, suspensões, todos os jogadores são importantes”, iniciou.

“Clássico é um campeonato à parte, pode ser um marco positivo ou negativo. Fico feliz de começar ganhando um clássico, mas temos que voltar para nosso objetivo principal. Não adianta ganhar o clássico e voltar para a Série B”, completou

Torcida

“Primeiro agradecer a nossa torcida. Não só hoje, ontem no nosso treino aberto foi muito importante a presença deles. Uma imagem que vai ficar marcada na nossa carreira foi aquela das crianças rezando. Hoje o corredor que nos trouxe ao estádio, uma linda festa. Um privilégio ter essa torcida ao nosso lado. Agradecer por tudo que eles fizeram. Juntos somos mais fortes”, disse.

Jogadores

“Depois agradecer aos protagonistas do jogo, que são os jogadores. Os atletas nos abraçaram desde que chegamos, assimilaram muito rápido nossa ideia. A gente vem em uma crescente, a Dafa Fifa é o sonho de todos os treinadores, uma chance para conhecer os atletas, treinar variações, foi muito importante para a gente. Esse grupo merecia essa vitória, ainda não tinha vencido clássico no ano. E mais importante é que voltamos a briga para sair da zona de rebaixamento. Estamos 100% no Barradão. Se tudo continuar dessa maneira, a gente alcança nosso objetivo”, afirmou.

Expulsão de Dudu

“Eu já sei a força e qualidade dele, uma capacidade impressionante de chegar na área. Eu pedi só uma coisa para ele, para ele terminar o jogo. Agora ele entrou ali na minha sala, e eu falei: “Está perdoado, tem expulsões e expulsões”,  explicou.

“Era final do jogo, tinha que parar a jogada, é diferente de outras expulsões com irresponsabilidade. Hoje ele está perdoado, entrou bem, nos ajudou, teve uma chance de fazer o gol. Que bom que deu certo. Está perdoado pela expulsão”, concluiu.

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