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“Não somos funcionários de vereador”, rebate Santa Casa de SAJ após críticas do vereador Jorge de Dema

“Não somos funcionários de vereador", rebate Santa Casa de SAJ após críticas do vereador Jorge de Dema
Foto: Reprodução/YouTube/Câmara Municipal SAJ e Instagram/@vozdabahia

Em Santo Antônio de Jesus, considerada a capital do Recôncavo baiano, o principal tema em debate é sobre o Hospital Luiz Argolo, administrado pela Santa Casa de Misericórdia. Tudo começou após o vereador Jorge de Dema (PDT) fazer duras críticas à situação da unidade hospitalar, durante uma sessão na Câmara de Vereadores do município.

O parlamentar afirma ter recebido uma denúncia de um funcionário alegando estar há seis meses sem receber salário. Jorge afirmou que a unidade teria “o dobro da média nacional” de mortes de crianças e questionou a responsabilidade da gestão da Santa Casa em relação aos pagamentos dos funcionários. A administração do Hospital Luiz Argolo rebateu as acusações e afirmou que o parlamentar quis usar o equipamento em benefício próprio.

Santa Casa rebate as acusações do vereador 

Nesta segunda-feira (1º), representantes da Santa Casa convocaram uma coletiva para esclarecer o assunto. A superintendente Ludmila Reis, rebateu as declarações e afirmou que a taxa de mortalidade neonatal da unidade é de 0,46%, correspondente a 17 óbitos entre aproximadamente 3.600 internações, índice abaixo de outras maternidades baianas.

Também de acordo com Ludmila, Jorge de Dema nunca procurou formalmente a direção da Santa Casa para solicitar dados e demais informações sobre o Hospital Luiz Argolo. Pelo contrário, segundo a superintendente, o vereador teria solicitado atendimento privilegiado no Hospital Luiz Argolo, através da sua assessoria.

“Ele nunca veio aqui buscar dados ou entender a realidade da instituição. A única vez que esteve aqui foi acompanhado de duas assessoras. E sabe o que ele me pediu? Não pediu números, relatórios ou explicações. Pediu que quando as assessoras dele ligassem, os pacientes indicados por ele fossem atendidos imediatamente”, declarou.

E completa: “Não somos funcionários de vereador. Somos funcionários da população. Não vou sentar em uma mesa para ser ameaçada porque um vereador quer que pacientes indicados por ele passem na frente dos demais. Nosso compromisso é com todos os cidadãos”, disse.

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Quanto aos supostos atrasos salariais, a superintendente da Santa Casa esclareceu que os funcionários celetistas recebem regularmente, sendo em muitos casos antes do quinto dia útil. Contudo, em relação aos profissionais médicos, Ludmila afirma que existem “atrasos pontuais” devido ao desequilíbrio financeiro do contrato de gestão da maternidade.