Início Política “Não vou abrir mão”, diz Jerônimo sobre parceria com Otto

“Não vou abrir mão”, diz Jerônimo sobre parceria com Otto

Governador Jerônimo Rodrigues entregando a comenda da Ordem Dois de Julho ao ex-governador Otto Alencar - Foto Sandra Travasso/ALBA

Durante a inauguração do Hospital Estadual Costa dos Coqueiros, em Lauro de Freitas, nesta quinta-feira (27), o governador Jerônimo Rodrigues respondeu a uma série de questionamentos sobre o cenário político baiano e sua relação com aliados e possíveis apoiadores para 2026.

O chefe do Executivo começou falando sobre os rumores envolvendo o senador Otto Alencar (PSD), citado como possível interessado em disputar o Governo da Bahia. Jerônimo fez questão de reforçar a parceria e demonstrar apreço pelo aliado.

“Tenho agenda marcada com o senador Otto Alencar, nesta segunda-feira, para tratar inclusive de temas da nossa unidade. O senador Otto é uma figura orientadora nossa, tanto do Lula quanto comigo. Não vou abrir mão dessa parceria. É um partido. Nós temos aí 115, 120 presidentes. Nós temos aliados com os projetos nossos.”

Ainda durante a coletiva, Jerônimo comentou a polêmica envolvendo o prefeito de Riachão das Neves, Moab, que afirmou ter sido pressionado politicamente pelo grupo político de ACM Neto (União Brasil). O governador rebateu qualquer insinuação de interferência de seu grupo e aproveitou para alfinetar o ex-prefeito de Salvador.

“Vocês ouviram essa semana: o prefeito Moab veio do nada dizer que estava sendo pressionado, e eu não entendi, eu nem tinha conversado com o prefeito Moab. Do lado de cá a gente não tem isso. Do lado de cá não tem chicote, do lado de cá não tem coronel”.

Por fim, ao ser questionado sobre um possível apoio da prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis (União Brasil), nas eleições de 2026, Jerônimo afirmou que respeita a filiação partidária da gestora, mas não descartou diálogo político.

“Prefeita Débora é afiliada a um partido e eu respeito isso. Agora, qual é o outro lado? Claro, o que eu desejo é ter a maturidade para a gente poder sentar e tratar os temas de interesse de Lauro de Freitas. Isso a gente tem que ter. Mas é claro que apoio a gente não nega. A hora que a gente precisar conversar, apoio é apoio. E é uma maturidade da política”, disse Jerônimo sob aplausos.