Os Estados Unidos começaram a aplicar nesta terça-feira (24) uma tarifa global de 15% sobre produtos importados. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar parte do pacote tarifário anterior, e foi adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 para reduzir déficits na balança de pagamentos.
A cobrança passa a incidir sobre a maioria das importações por até 150 dias, com possibilidade de prorrogação mediante aprovação do Congresso. Segundo a Casa Branca, a iniciativa busca equilibrar o comércio exterior do país por meio de uma elevação temporária de taxas, substituindo o tarifaço mais amplo aplicado anteriormente a mais de 180 países.
Estão fora da nova regra a maior parte dos produtos vindos do Canadá e do México, devido ao acordo de livre comércio regional, além de itens específicos como carne bovina, tomates, laranjas, produtos farmacêuticos, minerais críticos, energia, determinados eletrônicos e parte do setor têxtil de países como Costa Rica e República Dominicana.
Levantamento da plataforma Global Trade Alert indica que o Brasil tende a ser um dos beneficiados pela mudança. A tarifa média aplicada às exportações brasileiras para os EUA pode cair de cerca de 26,3% para 12,8%, redução de 13,6 pontos percentuais, o que pode ampliar a competitividade de produtos nacionais no mercado norte-americano.
