Filme brasileiro de Kleber Mendonça Filho concorre à Palma de Ouro com thriller político estrelado por Wagner Moura
O cinema brasileiro viveu um momento histórico neste domingo (18) no Festival de Cannes: “O Agente Secreto”, novo filme de Kleber Mendonça Filho, foi ovacionado por 13 minutos após sua première mundial. O thriller político sobre os anos de chumbo da ditadura militar, que concorre ao principal prêmio do festival, a Palma de Ouro, emocionou plateia e cineastas.
O diretor pernambucano e o protagonista Wagner Moura não conseguiram conter as lágrimas durante a prolongada salva de palmas. A eles se juntaram no tapete vermelho os coadjuvantes Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido e Alice Carvalho, completando o time brasileiro que brilhou na Croisette.
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“Foi foda. Foi incrível”, resumiu Mendonça Filho em discurso emocionado feito em português, onde agradeceu toda a equipe do longa-metragem. O cineasta, que já havia impressionado Cannes com “Bacurau” (2019), parece ter repetido o feito com esta obra ambientada nos anos 1970.
O filme acompanha Marcelo (Moura), um especialista em tecnologia que foge de um passado obscuro e retorna ao Recife em busca de paz, apenas para descobrir que sua cidade natal está longe de ser o refúgio imaginado. A trama promete mergulhar nas sombras do regime militar com a assinatura característica do diretor.
Com sessões programadas ao longo da semana, “O Agente Secreto” segue na disputa pelo cobiçado prêmio máximo do festival, cuja cerimônia de encerramento ocorre no sábado (24). A recepção estrondosa na première coloca o Brasil novamente no centro das atenções do cinema mundial, repetindo o sucesso que “Bacurau” obteve no mesmo palco cinco anos atrás.
Enquanto a crítica internacional começa a analisar a obra, uma coisa já ficou clara: o cinema político brasileiro continua a ecoar forte em Cannes, com Kleber Mendonça Filho consolidando sua posição como um dos grandes nomes do cinema contemporâneo.
