Início Política “O ex-prefeito de Salvador saiu do armário”, diz Jerônimo sobre ACM Neto...

“O ex-prefeito de Salvador saiu do armário”, diz Jerônimo sobre ACM Neto e apoio a Bolsonaro

Jeronimo Rodrigues / Bolsonaro / ACM Neto -Foto: Reprodução/Assessoria e Assessoria/ Getty Imagens

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quarta-feira (3) a decisão da federação União Progressista — formada por União Brasil e PP — de entregar os cargos que ocupa no governo federal e apoiar projetos de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante a entrega das obras de requalificação da Casa da Música e do Centro de Atividades do Parque do Abaeté, em Salvador.

A federação determinou que seus filiados deixem as funções no Executivo até o final do mês, o que inclui os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), ambos deputados licenciados por PP e União Brasil. A decisão foi anunciada pelos presidentes nacionais das siglas, Ciro Nogueira e Antonio Rueda.

Durante o evento, Rodrigues criticou o posicionamento do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e relacionou o movimento ao 8 de janeiro. “Agora entendi que o ex-prefeito tem lado. Graças a Deus, ele mudou. Ele agora está defendendo o Bolsonaro. Agora ele se posicionou realmente de lado. Agora sim. O ex-prefeito de Salvador saiu do armário, ele realmente defende o que nós vimos de mais ridículo na política. Imaginem, gente? Se cada prefeito nos 417 municípios que perdessem as eleições resolvesse quebrar a Câmara de Vereadores, resolvesse quebrar a Prefeitura ou resolvesse quebrar o Fórum Municipal. Foi isso que aconteceu no dia 8. Alguém vai dizer que isso está correto? Não tem explicação”, afirmou.

O governador disse que acompanha os desdobramentos do julgamento no Supremo Tribunal Federal. “Eu vou aguardar o que acontecer lá, eu estou acompanhando. A minha torcida é para que a justiça seja feita em nome da democracia. Se não for condenado, vai concorrer à eleição, toca a vida”, declarou.

Rodrigues acrescentou sobre a atuação do Judiciário. “Ninguém está com medo disso, não. Ninguém está torcendo para garantir uma prisão ou alguma coisa de retirada da política, porque fez aquilo só não, não é para entrar na política, é porque o que eles fizeram foi de uma responsabilidade muito grande, machucaram bastante a nossa crença no TRE, no TSE, puseram em cheque umas eleições transparentes. Quando eles ganharam as eleições, ninguém quebrou nada. Mas quando eles perderam as eleições e tinham que quebrar? Alguém tem que dar um freio nisso. E é para isso que tem a justiça. Nós, da executiva, é para fazer as coisas e executar. O legislativo é para fazer as leis, e o orçamento é tudo. E o judiciário é para julgar, que julgue. Eu estou acompanhando e torcendo para que a democracia seja protegida”, disse.

Com a decisão, PP e União Brasil passam a se alinhar com a oposição e a defender projetos que tratam de anistia a condenados pelas invasões de 8 de janeiro.

 

Presidentes do PP e União Brasil ordenam saída de ministros do governo Lula