As obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador seguem em ritmo acelerado e atingiram, nesta semana, 18% de execução no Trecho 1, que liga a Estação da Calçada à Ilha de São João. O avanço foi constatado nesta segunda-feira (21) durante visita técnica do governador Jerônimo Rodrigues, que destacou a importância da obra para a mobilidade urbana da capital baiana.
O projeto, conduzido pela Companhia de Transportes da Bahia (CTB), tem apoio do governo federal com recursos do Novo PAC e conta com um investimento total estimado em R$ 5 bilhões. Quando finalizado, o VLT terá 36 quilômetros de extensão, distribuídos em 34 paradas, com capacidade para transportar até 100 mil passageiros por dia.
Durante a visita, o governador ressaltou o compromisso do governo estadual em entregar as etapas do projeto dentro do cronograma. “Estamos avançando com rapidez e seriedade. O compromisso com a população do Subúrbio é claro: entregar esse primeiro trecho com celeridade e qualidade”, afirmou Jerônimo.
Segundo Eracy Lafuente, diretor de obras da CTB, já foram implantados 1,6 km de via permanente, marca inédita em menos de nove meses em obras ferroviárias no Brasil. “A nossa meta é ousada: queremos uma linha de testes com até 4 km já em funcionamento até dezembro deste ano”, afirmou.
Três trechos em execução simultânea
O VLT de Salvador está sendo implantado em três trechos simultâneos, cada um sob responsabilidade de um consórcio distinto, o que permite maior eficiência no cumprimento dos prazos:
Trecho 1 (Calçada – Ilha de São João): 16,7 km de extensão, 17 paradas, executado pelo Consórcio Expresso Mobilidade Salvador;
Trecho 2 (Paripe – Águas Claras): 9,2 km e 8 paradas, com integração ao metrô em Águas Claras, conduzido pelo Consórcio VLT Lote 2;
Trecho 3 (Águas Claras – Piatã): 10,5 km e 9 paradas, com integração ao metrô no Bairro da Paz, sob responsabilidade do Consórcio Bahia Atlântico.
Geração de empregos
Além de beneficiar a mobilidade urbana e integrar regiões importantes de Salvador, o projeto também impulsiona a geração de empregos. Estima-se que cerca de 2 mil postos de trabalho diretos e indiretos serão criados no pico das obras.
Foto: Matheus Landim/Govba
