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Oposição na CMS se manifesta após confusão em sessão que reajustou salário do funcionalismo municipal

Sandra Mercês

Após a tumultuada sessão na Câmara Municipal de Salvador, ocorrida na quinta-feira (22), a bancada de oposição à gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) se manifestou através de nota repudiando a condução da prefeitura nas negociações com os servidores municipais.

No comunicado, os vereadores da oposição criticam a ausência de diálogo por parte do Executivo com as categorias representativas dos trabalhadores, como o Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindseps) e os professores da rede municipal. Eles afirmam que a falta de negociação resultou em uma “sessão tumultuada” marcada por “cenas injustificadas de agressão a colegas vereadores e funcionários da Câmara”.

A bancada também declarou ter se abstido da votação do projeto de reajuste salarial por entender que a proposta apresentada pela prefeitura desconsidera os apelos das categorias e foi submetida à Casa Legislativa por meio de “manobras” para garantir sua aprovação.

Apesar de reconhecerem a indignação dos servidores, os vereadores reforçam que não aceitam atos de violência e apontam a existência de “pessoas infiltradas no plenário” com o objetivo de desestabilizar o movimento. “Defendemos o direito à manifestação, mas também a integridade física de todos”, diz o texto.

Os parlamentares ainda responsabilizam o prefeito Bruno Reis por “descumprir leis e acordos salariais”, além de ter “transferido sua responsabilidade para a Câmara, aumentando as tensões”.

A nota é assinada por 10 vereadores: Aladilce Souza (PCdoB), David Rios (MDB), Eliete Paraguassu (PSOL), Felipe Santana (PSD), Hamilton Assis (PSOL), Hélio Ferreira (PCdoB), João Cláudio Bacelar (Podemos), Marta Rodrigues (PT), Randerson Leal (Podemos) e Sílvio Humberto (PSB).