O Vaticano anunciou na manhã desta segunda-feira (21) a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, após uma prolongada batalha contra complicações respiratórias. O cardeal Kevin Farrell, camerlengo da Santa Sé, confirmou o falecimento: “Às 7h35, o Bispo de Roma retornou à casa do Pai. Sua vida foi dedicada ao serviço de Deus e da Igreja, sempre com amor pelos mais pobres”.
Primeiro pontífice latino-americano e jesuíta a comandar a Igreja Católica, Francisco (nascido Jorge Mario Bergoglio) liderou uma era de mudanças desde sua eleição em 2013, priorizando a misericórdia, o diálogo global e a defesa dos marginalizados. Seu pontificado foi marcado por gestos históricos, como a abertura a divorciados, o combate aos abusos na Igreja e críticas ao capitalismo selvagem.
O papa enfrentou graves problemas pulmonares neste ano, incluindo bronquite, pneumonia bilateral e uma infecção polimicrobiana complexa. Internado por quase 40 dias no Hospital Gemelli, em Roma, passou por crises respiratórias, transfusões de sangue e ventilação mecânica não invasiva. Embora tivesse momentos de melhora, os médicos classificavam seu estado como “reservado”.
Em seu último áudio aos fiéis, Francisco agradeceu as orações: “Peço que continuem rezando por mim”. Sua morte encerra um capítulo de muitas mudanças para o catolicismo, deixando um legado de humildade e revolução pastoral.
O Vaticano deve divulgar em breve os detalhes dos ritos fúnebres, que devem atrair milhões de peregrinos a Roma.
