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Pelo 5º ano consecutivo Bahia tem redução no número de nascimentos de crianças

Número de nascimento de bebês cai na Bahia pelo 5º ano seguido - Foto: Reprodução/GOVBR

 

De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (16), o total de nascimentos no estado da Bahia caiu 1,8% em comparação ao ano de 2022, o que significou menos 3.154 crianças nascidas.

O número de crianças nascidas também seguiu em queda em Salvador pelo 6º ano consecutivo. Em 2023, nasceram 25.718 pessoas na capital, 4,9% a menos do que em 2022 – 2ª queda percentual mais intensa entre as capitais; O total de crianças nascidas em Salvador em 2023 bateu o recorde pela terceira vez seguida e foi o menor em 49 anos, desde 1974, início da série histórica do IBGE;

As informações são das Estatísticas do Registro Civil 2023, elaboradas pelo IBGE a partir dos dados dos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais (nascimentos, casamentos e mortes) e das Varas de Família, Foros ou Varas Cíveis ou Tabelionatos de Notas (divórcios).

Em toda território baiano, 170.532 pessoas nasceram e foram registradas em 2023. O número de nascimentos caiu no estado pela quinta vez consecutiva e foi o menor em 32 anos, desde 1991, quando 163.155 crianças haviam nascido e sido registradas.

Em 2022 nasceram 173.686 pessoas, uma queda de 1,8% no número de registros na Bahia, o que representou menos 3.154 nascimentos em um ano. A redução em números absolutos (-3.154) foi a 3ª maior entre os estados, abaixo apenas das registradas em São Paulo (-8.865 nascimentos) e Rio de Janeiro (-3.911). Já a taxa de recuo baiana (-1,8%) foi a 4ª mais expressiva, superada apenas pelas de Rondônia (-3,7%), Amapá (2,7%) e Rio de Janeiro (-2,2%).

Entre 2022 e 2023, também houve redução no total de crianças nascidas no Brasil como um todo e em 18 das 27 unidades da Federação. Foram registrados no país 2.523.267 nascimentos em 2023, 19.031 a menos do que no ano anterior (-0,7%).

Dentre os 9 estados onde o total de crianças nascidas e registradas cresceu, de 2022 para 2023, os maiores aumentos absolutos ocorreram em Goiás (+2.507 ou +2,8%, segundo maior avanço em termos percentuais), Tocantins (+753 ou +3,4%, maior aumento percentual) e Alagoas (+742 ou +1,6%).

O número de crianças nascidas também seguiu em queda em Salvador, mostrando o sexto recuo anual consecutivo. Em 2023, nasceram e foram registradas 25.718 pessoas na capital baiana, 4,9% a menos do que em 2022, com menos 1.319 nascimentos de um ano para o outro.

O total de crianças nascidas e registradas em Salvador em 2023 bateu o recorde pela terceira vez consecutiva e foi o menor em 49 anos, desde 1974, início da série das Estatísticas do Registro Civil, quando 28.787 pessoas haviam nascido e sido registradas no mesmo ano.

Entre 2022 e 2023, 22 das 27 capitais apresentaram recuos nos números de nascimentos registrados. Salvador teve a 3ª maior redução em termos absolutos (-1.139), acima apenas de São Paulo (-3.248) e Rio de Janeiro (-1.848) e a 2ª queda mais intensa em termos percentuais (-4,9%), só depois de Porto Velho/RO (-7,9%).

Entre 2022 e 2023, 6 em cada 10 municípios baianos (56,8% ou 237 de 417) tiveram redução no número de nascimentos. Salvador não foi o único município baiano com menos nascimentos em 2023 do que em 2022. De um ano para o outro, 6 em cada 10 cidades do estado mostraram recuos na natalidade: 237 dos 417 municípios, ou 56,8%.

Em termos absolutos, depois da capital, as maiores quedas ocorreram em Alagoinhas (menos 200 nascimentos, ou -11,0%, de 1.816 para 1.616), Lauro de Freitas (menos 173 nascimentos ou – 6,8%, de 2.536 para 2.363) e Mata de São João (menos 141 ou -21,3%, de 662 para 521 nascimentos).

No outro extremo, Barreiras teve o maior aumento absoluto no total e crianças nascidas entre 2022 e 2023 (de 2.349 para 2.519, mais 170 ou +7,2%), seguida por Porto Seguro (de 2.670 para 2.836, mais 166 nascimentos ou +6,2%) e Luís Eduardo Magalhães (de 2.089 para 2.225, mais 136 nascimentos ou +6,5%),

Considerando os extremos de um período maior, entre 2001 e 2023, quase 9 em cada 10 municípios da Bahia tiveram queda nos nascimentos: 374 de 417, ou 89,7%.

No Brasil como um todo, foram realizados 940.799 casamentos civis em 2023, o que representou uma queda de 3,0% em relação ao ano anterior. Desses, 11.198 foram entre pessoas do mesmo sexo, que aumentaram (+1,6%) frente a 2022 (mais 176).

Houve aumentos no total de casamentos em 13 dos 27 estados, liderados, em termos percentuais, por Acre (+19,0%), Mato Grosso (+12,7%) e Piauí (+11,8%). A Bahia teve a 7ª maior queda percentual (-4,9%). Os recuos mais acentuados ocorreram em Pará (-12,9%), Amapá (-9,6%) e Rio de Janeiro (-9,4%).

Entre as 27 capitais, só 10 tiveram mais casamentos em 2023 do que em 2022, lideradas, em termos percentuais, por Rio Branco/AC (+18,6%), Maceió/AL (+15,4%) e Manaus/AM (+12,2%). Salvador registrou o 5º maior recuo (-7,7%). Aracaju/SE (-13,4%), Belém/PA (-12,3%) e João Pessoa/PB (-8,4%) tiveram as maiores quedas.

Enquanto os casamentos diminuíram, os divórcios seguiram em alta em 2023, tanto na Bahia quanto em Salvador, mostrando um terceiro ano de aumento e atingindo seus maiores patamares nos 14 série histórica recente do IBGE, iniciada em 2009.

No estado, foram registrados 27.361 divórcios judiciais ou por escrituras em 2023, número 15,4% superior ao de 2022 (23.712), que já havia sido 23,2% maior do que o registrado em 2021 (19.244). O aumento entre 2022 e 2023 representou mais 3.649 divórcios realizados em um ano.

Com isso, o total de divórcios na Bahia em 2023 foi o maior nos 14 anos da série histórica recente das Estatísticas do Registro Civil para o indicador, iniciada em 2009.

O crescimento percentual no total de divórcios na Bahia (+15,4%) ficou bem acima do verificado no Brasil como um todo, onde o número de dissoluções aumentou 4,9% frente a 2022, chegando a 440.827.

Houve altas em 19 das 27 unidades da Federação, lideradas, em termos percentuais, por Rondônia (+44,5%), Goiás (+32,5%) e Rio Grande do Norte (+30,6%). No outro extremo, Roraima (-43,4%), Amapá (-6,1%) e Alagoas (-4,0%) tiveram as quedas mais intensas no número de divórcios. A Bahia teve a 6ª maior taxa (15,4%) e o 3º maior aumento em termos absolutos (saldo positivo) de divórcios (+3.649), menor apenas do que o verificado em Goiás (+4.986) e São Paulo (+4.019).

Em Salvador, foram registrados 6.420 divórcios judiciais ou por escritura em 2023, 32,4% a mais do que em 2022, quando o total já havia crescido 45,2% frente a 2021. Este segundo avanço representou mais 1.526 dissoluções em um ano.

Entre 2022 e 2023, os divórcios aumentaram em 18 das 27 capitais. Salvador teve o maior aumento absoluto (+1.526) e a 4ª maior taxa de crescimento (+32,4%), abaixo de Natal/RN (+667,0%), Porto Velho/RO (+50,5%) e Teresina/PI (+35,6%).

Vitória/ES (-42,5%), Boa Vista/AC (-42,4%) e Belém/PA (-33,2%) tiveram os recuos mais intensos nos divórcios, entre 2022 e 2023.

O aumento numérico dos divórcios contribui para a progressiva diminuição do tempo médio de duração dos casamentos. Na Bahia, em 2009, as pessoas que se divorciavam tinham ficado casadas, em média, por 18,5 anos; em 2019, as uniões, no estado, tinham durado uma média de 15,2 anos; já em 2023, os casais que se divorciaram tinham ficado juntos por 14,8 anos, em média.

Ainda assim a Bahia era o 9º estado em que os casamentos mais duravam, num ranking liderado por Piauí (17,5 anos), Rio Grande do Sul (16,7 anos) e Maranhão (15,8). No outro extremo, os casamentos acabavam mais cedo em Acre (10,7 anos), Rondônia (10,9) e Roraima (11,3). No Brasil como um todo, os casamentos que acabaram em 2023 tinham durado, em média, 13,8 anos.