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Pesquisadoras brasileiras descobrem nova espécie de ser vivo na Antártida

Pesquisadoras brasileiras descobrem nova espécie de ser vivo na Antártida
A Pyroantarcticum pellizari se prolifera em fumarolas - Foto: Reprodução

Pesquisadoras brasileiras lideradas pela microbiologista Amanda Bendia, professora do Universidade de São Paulo, identificaram uma nova espécie de arqueia primitiva na Ilha Deception, região de vulcão ativo no Polo Sul. A descoberta foi publicada na revista científica Oxford University Press, por meio da ISME Communications, e amplia o conhecimento sobre organismos capazes de sobreviver em condições extremas.

Batizado de Pyroantarcticum pellizari, o microrganismo foi encontrado em fumarolas vulcânicas da ilha, locais onde há liberação de gases quentes e temperaturas próximas a 100°C. A espécie recebeu esse nome em homenagem à professora Vivian Pellizari, orientadora do estudo. Segundo a pesquisa, a arqueia vive em um ambiente marcado pela combinação de calor intenso, gelo e presença de gás sulfídrico.

O estudo aponta que o microrganismo obtém energia a partir de substâncias químicas do ambiente e não depende de luz para sobreviver. Até agora, os cientistas localizaram a espécie apenas nas fumarolas da Ilha Deception, sem registros em áreas próximas onde a temperatura varia entre 50°C, 25°C ou 0°C. A pesquisa, que conta com apoio do Instituto Serrapilheira, pode servir como base para investigações sobre a adaptação da vida na Terra e a busca por organismos em outros planetas.