Uma equipe de pesquisadores da Calif, empresa de segurança sediada em Palo Alto, construiu uma ferramenta de hacking alimentada por inteligência artificial capaz de se espalhar pelo WeChat, a popular plataforma de mensagens da China, sem que as vítimas precisassem clicar em nada. A empresa divulgou o acontecido em uma pesquisa publicada por eles e citada pela reportagem do The New York Times.
O ataque, batizado de WeWorm, é o que os especialistas chamam de “verme de computador”, ou seja, um tipo de software malicioso que se replica e se espalha automaticamente entre dispositivos. De acordo com a Calif, ele é o primeiro a explorar vulnerabilidades nos sistemas iOS e Android sem exigir qualquer interação da vítima.
Thai Duong, executivo-chefe da empresa, afirmou que esse tipo de ataque “zero-click” se torna mais perigoso por não exigir que o usuário caia em uma armadilha. Diferentemente do phishing, que depende da abertura de um link ou arquivo, o ataque não exige esse tipo de interação. Segundo a Calif, atender uma chamada ou simplesmente deixá-la tocar poderia permitir a infiltração Desse modo, a defesa fica muito mais difícil.
Uma porta-voz da Tencent, empresa chinesa proprietária do WeChat, confirmou a vulnerabilidade e afirmou que já corrigiram o problema após a constatação da Calif. A empresa declarou não ter motivos para acreditar que o episódio comprometeu a segurança ou afetou usuários. Além disso, eles garantiram que nenhuma atualização nos aplicativos foi necessária para a resolução do problema
