A Polícia Federal apura se o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) dividia uma conta bancária com o advogado Willer Tomaz, alvo da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes em benefícios do INSS. A apuração ocorre dentro do inquérito sobre fraudes no INSS, já que a PF encontrou a troca de e-mails entre os dois através de busca e apreensão.
As informações são da Uol. O indício da divisão das finanças estava em uma troca de e-mails de uma instituição bancária com o escritório de advocacia do amigo do atual senador. De acordo com os agentes da PF, a mensagem indica um pedido para que Flávio se desvinculasse da conta bancária relativa a uma empresa do empresário e advogado.
Tomaz é um dos donos da aeronave em que o senador viajou, em 2025, também administrada por empresa ligada à Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A assessoria de imprensa de Flávio negou a existência da conta bancária conjunta. Tomaz, por sua vez, afirmou em nota que a informação não condiz com a verdade.
“Em plena campanha eleitoral, fabricam-se mentiras com o evidente propósito de interferir no resultado do pleito”, afirmou. Ele ainda negou qualquer relação financeira com Flávio Bolsonaro.
“Entre os dois, há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira. Atribuir-lhe condutas inexistentes, com base em ilações sem comprovação, é uma grave irresponsabilidade”, destacou.
Histórico
Anteriormente, em 2017, Tomaz foi preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato, acusado de intermediar propina no escândalo da JBS.
Em 2021, a Polícia Federal apontou algumas transações do advogado, que somavam mais de R$ 45 milhões entre entradas e saídas, como suspeitas. Posteriormente, a força policial arquivou a investigação.
