A Polícia Federal buscou o governo federal para questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli. A corporação discorda da definição dos peritos para o caso Master, mas a AGU rejeitou intervir.
A PF solicitou assessoramento jurídico da Advocacia-Geral da União nesta quinta-feira (15). A corporação reconheceu a qualificação dos peritos indicados. No entanto, ela defende que a escolha dos nomes é sua prerrogativa institucional.
A AGU, contudo, descartou apresentar um recurso em nome da União. Segundo fontes, o entendimento foi que o caso não é um tema de governo. Consequentemente, a orientação sugere que a PF questione o Supremo diretamente, se necessário.
Toffoli designou nominalmente quatro peritos da PF para analisar as provas. “Eles terão livre acesso ao material apreendido”, determinou o ministro. Ele também solicitou à PF um novo cronograma mais curto para os depoimentos.
Em evento paralelo, o presidente Lula comentou as investigações. “O Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado”, afirmou. A PF, por sua vez, não respondeu se vai contestar formalmente a decisão de Toffoli.
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