O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso na Corte.
A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades na gestão do banco, incluindo possível emissão e negociação de títulos de crédito falsos. Segundo as apurações, o esquema envolveria valores bilionários e teria sido facilitado pela ausência de mecanismos eficazes de controle interno, o que pode ter permitido práticas como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Contra Vorcaro havia mandado de prisão preventiva, cumprido na capital paulista. Após a detenção, ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Em nota, a Polícia Federal informou que, nesta fase, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais, todos expedidos pelo STF.
O inquérito estava inicialmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli, mas foi redistribuído após a corporação encaminhar ao Supremo relatório que mencionava o magistrado e registrava conversas dele com o investigado. Com a saída de Toffoli, o processo passou a ser conduzido por Mendonça, que autorizou a nova etapa da operação. Vorcaro já havia sido preso anteriormente no âmbito da mesma investigação e permaneceu detido por 11 dias na primeira fase, determinada pela Justiça Federal em Brasília.
Confira a nota da PF na íntegra:
“A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4/3), a 3ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Estão sendo cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil. T
ambém foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.”
