A Polícia Militar de São Paulo e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) desarticularam, nesta sexta-feira (29), um plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor de Justiça de Campinas Amauri Silveira Filho.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Campinas, Caio Ventosa Chaves. Dois suspeitos foram presos pelo 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep): Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos. Um terceiro investigado, associado à liderança do PCC, não teve o nome divulgado e está foragido, com indícios de que possa estar na Bolívia.
De acordo com a colunista Mirele Pinheiro, os presos foram identificados como Maurício Silveira Zambaldi (à direita), conhecido como Dragão, e José Ricardo Ramos (à esquerda).
Quem são:
- Maurício “Dragão” é dono da loja de motos Dragão Motors, na Vila Joaquim Inácio, em Campinas. Ele é apontado como responsável por lavar dinheiro para a facção, utilizando o comércio de veículos como fachada para movimentar valores ilícitos ligados ao tráfico de drogas.
- José Ricardo Ramos teria sido encarregado de monitorar a rotina do promotor, levantando locais frequentados por ele e providenciando carros blindados e operadores contratados para a emboscada.
Amauri Silveira participa da Operação Linha Vermelha, que apura crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro relacionados à facção. Segundo o MP-SP, o grupo teria financiado a compra de veículos e armas e contratado operadores para executar o ataque.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos. Os presos foram encaminhados à 1ª Seccional de Polícia de Campinas.
Paralelamente, o PCC também é alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada para desarticular um esquema bilionário no setor de combustíveis. A investigação, conduzida pela Polícia Federal, tem provocado apreensão em dois partidos do Centrão, União Brasil e Progressistas, que formalizaram pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para formar uma federação.
De acordo com fontes da PF, a operação deve atingir integrantes dessas siglas. Na sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, sem citar nomes, ter descoberto que “tem muita gente ligada ao crime organizado”.
