A percepção dos brasileiros sobre o próprio poder de compra apresentou melhora em outubro. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21), encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, mostra que 16% dos entrevistados afirmam que a renda familiar aumentou mais do que o custo de vida nos últimos 12 meses. O percentual é o maior desde março, quando a série histórica começou.
O resultado representa um avanço em relação aos meses anteriores. Em agosto e setembro, o índice permaneceu estável em 10%. Na pesquisa divulgada em 14 de outubro, o percentual era de 13%.
Outro indicador que aponta melhora na percepção financeira é a redução da parcela de brasileiros que afirmam que a renda não aumentou no último ano. Esse grupo passou de 32% para 28% na comparação com a semana anterior, atingindo o menor patamar da série. Em junho, o percentual era de 35%.
Apesar dos sinais de melhora, a maioria dos entrevistados ainda não percebe um ganho real no orçamento familiar. A resposta mais frequente, citada por 32% dos participantes, é que a renda aumentou na mesma proporção que o custo de vida. Na semana anterior, esse percentual era de 29%.
Já 21% afirmam que a renda cresceu menos do que os preços, indicando perda de poder de compra. O índice recuou dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, quando estava em 23%.
Veja o que diz a pesquisa Quaest sobre o poder de compra
Os resultados divulgados em 21 de outubro mostram a seguinte percepção dos brasileiros sobre a evolução da renda familiar em relação ao custo de vida:
- 32% dizem que a renda aumentou tanto quanto o custo de vida, ante 29% na pesquisa anterior;
- 28% afirmam que a renda não aumentou, ante 32%;
- 21% dizem que a renda aumentou menos que o custo de vida, ante 23%;
- 16% afirmam que a renda aumentou mais que o custo de vida, ante 13%;
- 3% não souberam responder ou não responderam, mesmo percentual da rodada anterior.
Como foi feita a pesquisa
A pesquisa Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro de 2026. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08535/2026.
