A prefeita de Araci, município do nordeste baiano, Maria Betivânia Lima da Silva, conhecida politicamente como Keinha (PDT), enfrenta um momento decisivo no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). A gestora é alvo de um processo que investiga supostas irregularidades cometidas durante as eleições municipais de 2024, com acusações de abuso de poder político e assédio eleitoral, o que pode resultar na perda do mandato.
O julgamento avançou nos últimos dias e, até o momento, o placar parcial aponta maioria pela cassação. Dois magistrados já votaram pela perda do mandato e pela declaração de inelegibilidade da prefeita, enquanto apenas um se posicionou pela absolvição. O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos e discursos atribuídos à então pré-candidata, nos quais ela teria feito ameaças veladas a servidores municipais por conta de posicionamentos políticos.
Em uma das gravações anexadas ao processo, Keinha aparece afirmando que não aceitaria apoio eleitoral de trabalhadores ligados à oposição local. O conteúdo foi interpretado pela acusação como uma tentativa de intimidação política, especialmente por envolver servidores ocupantes de cargos de confiança, o que reforçaria a tese de uso indevido da estrutura administrativa para fins eleitorais.
O andamento do julgamento foi interrompido após pedidos de vista simultâneos feitos pelo presidente da Corte, desembargador Abelardo da Mata, e pelo desembargador Ricardo Maracajá. A suspensão temporária mantém o clima de expectativa e tensão em Araci, já que o resultado final pode provocar uma mudança imediata no comando do Executivo municipal.
Durante a sessão, também foi levantada a denúncia de que testemunhas do processo teriam sido ameaçadas por apoiadores da prefeita em razão de divergências políticas. As alegações aumentam o peso do processo, que segue sem data definida para retomada, mas com potencial impacto direto no cenário político da cidade.
