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Prefeitura de Salvador envia para Câmara proposta de reajuste salarial da GCM sem diálogo, diz sindicato

Prefeito Bruno Reis ao lado do presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz - Foto: Antonio Queiroz/CMS

Sindicato denuncia que não houve qualquer reunião da Mesa de Negociações 

A prefeitura de Salvador protocolou na tarde desta quarta-feira (04), um projeto na Câmara Municipal de Salvador propondo 4,26% de reajuste salarial para Guarda Civil Municipal, Agentes de Trânsito e de Saúde da capital baiana.

De acordo com fontes sindical ouvidas pelo Notícias da Bahia, que pediu anonimato por temer retaliações, o prefeito Bruno Reis agiu de forma unilateral aplicando o percentual de reposição salarial para a data-base 2026 sem haver diálogo com a categoria.

No texto, o prefeito de Salvador ainda propõe reajuste para os professores da rede municipal de 5,4%. A Diretora APLB Sindicato, Cicleia Oliveira, conversou com o Notícias da Bahia, e esclareceu que esse reajuste proposto pela prefeitura é com base na Lei Federal 11.738 do Piso Nacional da Magistratura, que garante reajuste salarial anual. A diretora ainda disse que a campanha salarial dos professores terá a primeira assembleia com data para este mês de março. Ainda segundo Cicleia, a campanha salarial de 2025 ainda não terminou pois segundo ela, a prefeitura de Salvador não cumpriu com partes dos acordos feitos com a categoria para encerar a greve da categoria em 2025. O prefeito prometeu a criação de uma nova gratificação, achatou a tabela de vencimento, prometeu abertura de concurso público, climatização das salas de aula e não cumpriu”, disse a sindicalista. Abaixo mensagem do prefeito enviada para CMS.

 

Mensagem da prefeitura com pedido de reajuste salarial
Mensagem da prefeitura com pedido de reajuste salarial

Assembleia geral

Os servidores municipais realizaram assembleia da categoria na manhã de terça-feira (03) e discutiram propostas a serem apresentadas numa mesa de diálogo com a gestão municipal. Durante o evento, as pautas sugeridas foram discutidas com mais de 1000 (hum mil) presentes, além de dirigentes de outras entidades e políticos. Na oportunidade, um ato de desagravo contra demissões sumárias de sindicalistas ligados ao Sindicato dos Servidores e Servidoras Municipais de Salvador (Sindseps) foi realizado. O protesto pediu que a administração municipal que readmita os servidores.

“Lembramos que esses servidores foram demitidos por estarem defendendo que não prevalecesse a decisão unilateral de impor o percentual da reposição salarial da forma açodada e escondida dentro da Câmara Municipal. São colegas e diretores do nosso sindicato que foram sumariamente expulsos do seu meio de subsistência por pura perseguição e retaliação política. Novamente, em menos de um ano depois da fatídica votação, o prefeito desrespeita a categoria, envia o projeto para o Legislativo e da mesma forma, reconhece que a Casa do Povo serve ao seu íntimo propósito”, ressaltou o diretor do Sindseps, Bruno Carianha, que atualmente ocupa o posto de coordenador geral da entidade.

A entidade pretende mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras nos próximos dias para protestar contrário à decisão da gestão municipal de não realizar reuniões da Mesa de Negociações com a categoria.

“Convocaremos assembleia para transmitir a situação atual para os colegas e vamos adotar medidas estratégicas nos campos político e judicial para garantir que não sejamos prejudicados mais uma vez. Essa prática anti sindical não pode prosperar sob pena do movimento sindical ser trucidado por uma necropolítica. Neste momento, conclamamos a Mesa Diretora da Câmara Municipal e suas comissões, a Justiça baiana em nome do presidente do Tribunal de Justiça e ao Ministério Público do Trabalho para que observem essa situação com mais sensibilidade, mas nosso principal chamado segue na direção dos colegas para que estejamos juntos neste enfrentamento. Buscaremos entidades co-irmãs do movimento sindical baiano para essa missão pela defesa de direitos”, finalizou Carianha.

A redação do Notícias da Bahia procurou a prefeitura para esclarecimentos mas até o momento não conseguimos contato. O espaço segue aberto.