
Sindicato denuncia que não houve qualquer reunião da Mesa de Negociações
A prefeitura de Salvador protocolou na tarde desta quarta-feira (04), um projeto na Câmara Municipal de Salvador propondo 4,26% de reajuste salarial para Guarda Civil Municipal, Agentes de Trânsito e de Saúde da capital baiana.
De acordo com fontes sindical ouvidas pelo Notícias da Bahia, que pediu anonimato por temer retaliações, o prefeito Bruno Reis agiu de forma unilateral aplicando o percentual de reposição salarial para a data-base 2026 sem haver diálogo com a categoria.
No texto, o prefeito de Salvador ainda propõe reajuste para os professores da rede municipal de 5,4%. A Diretora APLB Sindicato, Cicleia Oliveira, conversou com o Notícias da Bahia, e esclareceu que esse reajuste proposto pela prefeitura é com base na Lei Federal 11.738 do Piso Nacional da Magistratura, que garante reajuste salarial anual. A diretora ainda disse que a campanha salarial dos professores terá a primeira assembleia com data para este mês de março. Ainda segundo Cicleia, a campanha salarial de 2025 ainda não terminou pois segundo ela, a prefeitura de Salvador não cumpriu com partes dos acordos feitos com a categoria para encerar a greve da categoria em 2025. O prefeito prometeu a criação de uma nova gratificação, achatou a tabela de vencimento, prometeu abertura de concurso público, climatização das salas de aula e não cumpriu”, disse a sindicalista. Abaixo mensagem do prefeito enviada para CMS.


Assembleia geral
Os servidores municipais realizaram assembleia da categoria na manhã de terça-feira (03) e discutiram propostas a serem apresentadas numa mesa de diálogo com a gestão municipal. Durante o evento, as pautas sugeridas foram discutidas com mais de 1000 (hum mil) presentes, além de dirigentes de outras entidades e políticos. Na oportunidade, um ato de desagravo contra demissões sumárias de sindicalistas ligados ao Sindicato dos Servidores e Servidoras Municipais de Salvador (Sindseps) foi realizado. O protesto pediu que a administração municipal que readmita os servidores.
“Lembramos que esses servidores foram demitidos por estarem defendendo que não prevalecesse a decisão unilateral de impor o percentual da reposição salarial da forma açodada e escondida dentro da Câmara Municipal. São colegas e diretores do nosso sindicato que foram sumariamente expulsos do seu meio de subsistência por pura perseguição e retaliação política. Novamente, em menos de um ano depois da fatídica votação, o prefeito desrespeita a categoria, envia o projeto para o Legislativo e da mesma forma, reconhece que a Casa do Povo serve ao seu íntimo propósito”, ressaltou o diretor do Sindseps, Bruno Carianha, que atualmente ocupa o posto de coordenador geral da entidade.
A entidade pretende mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras nos próximos dias para protestar contrário à decisão da gestão municipal de não realizar reuniões da Mesa de Negociações com a categoria.
“Convocaremos assembleia para transmitir a situação atual para os colegas e vamos adotar medidas estratégicas nos campos político e judicial para garantir que não sejamos prejudicados mais uma vez. Essa prática anti sindical não pode prosperar sob pena do movimento sindical ser trucidado por uma necropolítica. Neste momento, conclamamos a Mesa Diretora da Câmara Municipal e suas comissões, a Justiça baiana em nome do presidente do Tribunal de Justiça e ao Ministério Público do Trabalho para que observem essa situação com mais sensibilidade, mas nosso principal chamado segue na direção dos colegas para que estejamos juntos neste enfrentamento. Buscaremos entidades co-irmãs do movimento sindical baiano para essa missão pela defesa de direitos”, finalizou Carianha.
A redação do Notícias da Bahia procurou a prefeitura para esclarecimentos mas até o momento não conseguimos contato. O espaço segue aberto.