Por Yuri Abreu – Foto Agência NB
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, anunciou, em uma entrevista concedida a jornalistas na manhã desta terça-feira (3), que vai pedir suplementação de R$ 70 milhões no orçamento para a Alba. Atualmente, o orçamento anual da Casa é de quase R$ 1 bilhão de reais.
“Basta pegar o orçamento que foi aprovado há um ano atrás, em dezembro de 2023, para o ano de 2024, já foi aprovado sabendo que tava defasado em R$ 70 milhões. Esse, é um costume que tem aqui na casa, em todos as presidências, de nunca botar o valor real necessário. Nós tentamos com o governador de acabar com essa prática de sempre estar aprovando um orçamento sabendo que é insuficiente. E ele disse ‘não a gente resolve no final do ano’. Vocês acompanham a Casa aqui. Não foi criado nesse período, com muita honra que eu tô como o presidente, nunca foi criado nenhuma despesa nova, nunca. Nunca foi inventado nada. Não foi feito nenhuma construção nesses quatro anos, pelo contrário, cada vez mais nós fomos enxugando onde era possível as despesas públicas, as despesas da Assembleia”, diz o deputado.
De acordo com ele, um dos motivos para o pedido da suplentação no orçamento, são os acordos trabalhistas com funcionários feitos por ex-presidentes no passado. “Você tem os acordos trabalhistas que foram feitos no passado, com os funcionários, não por este presidente, mas por outros, vigentes ainda até 2032. Quando o governador consegue o aumento, como ele consegue todos os anos, ou muito ou pouco, todos os funcionários da Assembleia, todos têm direito, então é mais tantos milhões. Fora isso, aí também tem um momento do custeio da casa, que é natural, mesmo se enxugando gastos”.
Conta de energia menor
O deputado revelou que houve uma redução nos gastos com energia e água da Assembleia Legislativa. “Hoje a gente gasta metade do que gastava com energia e com água, nós temos um sistema que a gente vai aperfeiçoando essas coisas, essa é a determinação que eu dou ao superintendente, aos diretores. Nós temos um sistema aqui hoje, que detecta qualquer vazamento, em qualquer lugar. Há economia de água, nós instalamos placas solares no teto da casa, a metade da energia já é solar. Não existe praticamente mais papel, tudo hoje é eletrônico, […] então portanto, há economia”
O político ainda falou sobre a opção de não gastar uma alta quantia em dinheiro com festa de São João na Assembleia, ainda mais, com pessoas no estado “passando necessidade”.
“Vocês jornalistas, que acompanham esses quatro anos, não teve nenhuma festa grandiosa de São João como havia aqui na frente com bandas, com toldos né? Porque eu acredito que não precisa gastar, em respeito dos colegas que são ex-presidentes, mas eu acredito que é um desperdício você gastar dinheiro com festa, até porque é uma época que tem festa em tudo quanto é cidade. Sem demagogia, com tanta gente passando necessidade, pra que isso? Não é porque o dinheiro é público que você tem que gastar à vontade. Hoje a gente faz uma festa menor, com canjica,com licor e todo mundo fica satisfeito”.
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