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Presidente da CODEBA defende integração logística entre os estados do nordeste para ampliar a movimentação de cargas

Presidente da CODEBA defende integração logística entre os estados do nordeste para ampliar a movimentação de cargas
Foto: Divulgação

O diretor-presidente da Autoridade Portuária Federal – CODEBA, Antonio Gobbo, destacou a necessidade de investimentos em ferrovias e rodovias para maior integração logística entre os pólos produtores e os portos.

A declaração foi realizada durante a abertura do Nordeste Export 2026 – Fórum Regional de Logística, Infraestrutura e Transportes. O encontro, reconhecido nacionalmente como uma das principais plataformas permanentes de diálogo entre os setores público e privado, foi iniciado nesta segunda-feira (08), em Maceió (AL), reunindo autoridades, lideranças empresariais, especialistas e representantes dos principais segmentos da economia brasileira.

“Nós temos, na Bahia, uma insuficiência de sistemas intermodais. Não existe permeabilidade suficiente, tanto ferroviária, quando rodoviária, que nos permita acessar todas as potencialidades dos novos terminais de granéis do Porto de Aratu, por exemplo. É necessário criar uma lógica econômica que justifique a implantação ou a requalificação de determinada infraestrutura”, exemplificou Antonio Gobbo,

A CODEBA administra portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, na Bahia, o Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Durante o painel “Modernização portuária e atração de cargas”, Antonio Gobbo também destacou o potencial logístico do Nordeste brasileiro com a reativação da Hidrovia do São Francisco, um projeto que está em execução pela Companhia e é considerado estratégico para o comércio exterior, ao interligar as principais regiões produtoras de minérios e do agronegócio aos portos, com redução de custos.

“Temos a movimentação, minérios, temos toda a fronteira agrícola do oeste da Bahia e precisamos melhorar os caminhos da carga. Partindo do Porto de Ibotirama, onde já existe uma instalação portuária própria para transporte de grãos, podemos, com pouco esforço de dragagem na Hidrovia do São Francisco, fazer a navegação entre Ibotirama e o Porto de Juacema, em Juazeiro, com uma capacidade de movimentar até cinco milhões de toneladas de cargas já no primeiro ano de operação consolidada”, explica Gobbo.

O painel foi mediado por Bruno Merlin, diretor de Comunicação do Grupo Brasil Export, e contou também com a presença de Alex Azevedo , Diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de Paulo Henrique Macedo, diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), José Batista Constantino Filho, diretor da Gestão Portuária do Complexo de Suape, e de Oquerlina Costa, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), que reafirmou a importância da integração dos meios de transporte e de investimentos em infraestrutura aumentar a movimentação portuária no estado do Maranhão.

“Hoje o Porto de Itaqui é realmente um porto multimodal e é justamente por conta de toda essa integração que o Itaqui tem com as ferrovias e rodovias que Itaqui tem alcançado resultados recordes. Todos esses avanços e conquistas fazem parte das políticas públicas que estão sendo implementadas no nosso Estado e de todos os investimentos que a gente tem pensado para atender a demanda futura”, afirmou Orquelina.

Nesta edição, o Nordeste Export conta com o apoio institucional do Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) e de agências reguladoras do setor de transportes e infraestrutura. A programação prossegue até terça-feira (09), promovendo visitas técnicas e debates estratégicos sobre logística, infraestrutura, comércio exterior e investimentos que impulsionam o desenvolvimento e a competitividade do Nordeste.

Balanço

No ano passado, a CODEBA registrou recorde de R$ 44,7 milhões de execução orçamentária, valor 31,66% superior ao de 2024, resultando em um faturamento superior a R$ 291,2 milhões. O maior alcançado desde a criação da Companhia. Os resultados foram atingidos graças aos investimentos na modernização da infraestrutura, transformação digital dos processos e ampliação da rede de negócios. Um resultado que confirma a decisão consolidação do novo ciclo de expansão da Companhia e a importância da continuidade dos investimentos do Governo Federal no setor portuário.