A morte da brasileira Juliana Marins, de 28 anos, mobilizou a internet e gerou uma onda de revolta contra o governo da Indonésia. Desde a queda da jovem em uma trilha nas proximidades do vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, no último sábado (21), internautas têm criticado duramente a lentidão das equipes de resgate do país asiático.
Juliana, natural de Niterói (RJ), estava mochilando pela Ásia quando caiu em uma vala durante uma caminhada ecológica. A espera por socorro durou quatro dias, tempo considerado excessivo por familiares, amigos e milhares de usuários nas redes sociais.
Após o anúncio da morte da brasileira, nesta terça-feira (24), o perfil oficial do governo da Indonésia foi alvo de centenas de comentários indignados. Brasileiros responsabilizam diretamente as autoridades locais pela tragédia.
“Vocês são responsáveis por essa perda. Inaceitável o abandono”, escreveu uma usuária. Outro comentou: “Cinco dias para salvar uma vida? Isso é negligência, não acidente”.
A comoção virtual cresceu com depoimentos emocionados e até alertas contra o turismo no país. “Indonésia nunca mais. É lindo, mas não vale o risco”, afirmou uma internauta. Outra completou: “Parece que a vida humana não tem valor aí. Que tristeza!”.
Além das críticas diretas, muitos internautas pedem que o parque onde ocorreu o acidente seja fechado, alegando falta de estrutura adequada para socorrer visitantes em situações emergenciais.
O governo indonésio ainda não se pronunciou oficialmente sobre a repercussão nas redes nem sobre os procedimentos adotados durante o resgate.
