O presidente do Esporte Clube Bahia, Emerson Ferretti, comentou nesta sexta-feira (6), em entrevista exclusiva ao Notícias da Bahia, a pressão sobre o técnico Rogério Ceni após a eliminação do clube na Copa Libertadores, o combate ao racismo no futebol e a homenagem recebida na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O dirigente foi agraciado com o Título de Cidadão Baiano durante sessão realizada em Salvador, também nesta sexta.
A declaração ocorre dias depois da eliminação do Bahia na fase preliminar da Libertadores, quando a equipe perdeu nos pênaltis para o O’Higgins, do Chile, na Arena Fonte Nova. O resultado aumentou a cobrança da torcida sobre Rogério Ceni às vésperas do clássico Ba-Vi que decide o Campeonato Baiano neste sábado (7).
Permanência de Rogério Ceni
Ao comentar a pressão sobre o treinador, Emerson Ferretti afirmou que cobranças fazem parte do ambiente do futebol e destacou a experiência de Rogério Ceni para lidar com o momento.
“Cobranças dentro do futebol sempre vão ocorrer, a partir do momento que alguns resultados que são esperados não acontecem. O Rogério é muito experiente dentro do futebol, está acostumado com cobrança, e a solução para isso é trabalhar para que outros resultados venham e consigamos buscar nossos objetivos”, disse.
O dirigente também ressaltou que a equipe precisa focar no próximo compromisso da temporada. “Amanhã já tem um outro jogo importante que precisamos vencer para poder seguir nossa luta”, acrescentou.
Combate ao racismo no futebol
Durante a entrevista, o presidente do Bahia também comentou episódios recentes de racismo no futebol internacional. O tema voltou ao debate após o jogador argentino do Benfica, Gianluca Prestianni, ser acusado de chamar o atacante brasileiro Vinícius Júnior de “mono” (macaco em espanhol) em partida contra o Real Madrid, caso que ainda é investigado pela Uefa.
Ferretti afirmou que o problema sempre existiu, mas que os registros atuais têm permitido a responsabilização dos envolvidos. “A gente lamenta, fica triste. O racismo sempre aconteceu, infelizmente, mas hoje com a possibilidade de registros os casos parece que aumentaram, mas sempre ocorreu”, declarou.
Ele também destacou a importância da punição para reduzir os episódios. “O que melhorou com os registros é que a gente consegue punir os agressores. Hoje a legislação já mudou, criminalizado o ato. Então eu acho que cada vez mais quando tiver punição, quando tiver situações que mostrem a todo mundo que isso é crime e que os agressores são punidos, eu acho que a gente vai começar a virar esse jogo”, afirmou.
Título de Cidadão Baiano
Antes de falar sobre futebol, Emerson Ferretti comentou a homenagem recebida na ALBA, proposta pelo deputado estadual Bobô Tavares (PCdoB). O ex-goleiro chegou ao estado em 2000 para defender o Bahia e desde então construiu sua trajetória profissional e pessoal em Salvador.
“O coração é baiano já há muito tempo, é uma sensação de estar em casa, desde o primeiro momento que eu cheguei aqui na Bahia, como o novo goleiro do Bahia, contratado no ano 2000”, pontuou.
Ele também destacou a relação construída com o estado ao longo de mais de duas décadas. “A minha trajetória ao longo desses 26 anos mostra muito isso, o quanto que eu trabalhei para permanecer nessa terra, que eu me sinto feliz. Então fico muito contente pelo reconhecimento, pelo Título de Cidadão Baiano, poder dizer, afirmar que sou baiano tanto quanto qualquer um que nasceu aqui nessa terra que eu escolhi para viver. Estou muito feliz”, concluiu.
